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Governo não deve distribuir autotestes de Covid gratuitamente

Ministério da Saúde pode autorizar vendas em farmácias, mas não vai tornar a distribuição dos autotestes uma política pública

Brasília|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília


Teste de Covid-19
Teste de Covid-19

O Ministério da Saúde deve rejeitar a recomendação feita pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para que o governo federal crie uma política pública para distribuir autotestes de Covid-19 no Brasil de forma gratuita.

Em entrevista à imprensa nesta segunda-feira (10), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que incumbir o poder público dessa função acarretaria um custo desnecessário, visto que seria muito difícil rastrear o resultado de cada um dos testes para saber qual é o cenário epidemiológico da pandemia da Covid-19 no país.

“Se já é complexo ter a testagem realizada pelo profissional de saúde na ponta da linha, na atenção primária, imagina em um país com 210 milhões de pessoas. Vamos ter a rastreabilidade devida? Sem ter essas respostas em relação à efetividade da política e ao custo-efetividade, essa promessa de ter essa política pode não ter o resultado que desejamos”, frisou o ministro.

Apesar disso, Queiroga comentou que o ministério não vai se opor à venda dos testes em farmácias e drogarias. “Os que quiserem adquirir na farmácia, não há problema. É muito possível que o Ministério da Saúde sinalize positivamente e a sociedade possa ter acesso aos testes. Mas como política pública, não. Pois não vamos ter esses dados de rastreabilidade. Do ponto de vista de funcionalidade, são coisas diferentes”, acrescentou.

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O argumento foi reforçado pela secretária Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite de Melo, que acrescentou que o Ministério da Saúde dependeria da vontade de cada um dos brasileiros que se testaram de procurar o serviço público de saúde no seu município para apresentar o resultado do exame.

“O governo teria que ter não apenas esse compromisso da rastreabilidade, mas o nosso sistema de vigilância teria que acompanhar. Eu acho que a maioria dos brasileiros são responsáveis, mas estamos com dois anos de pandemia, e as coisas começam a complicar. Um dos fatores que interferiram na segunda dose [da vacinação] foi a taxa da população ativa que não queria deixar o trabalho para fazer a vacinação”, lembrou.

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