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Irritado, Queiroga diz que não deixou faltar testes

Ministro demonstrou impaciência com críticas e disse que não iria "adquirir 200 milhões de testes para deixar esses testes vencerem"

Brasília|Isabella Macedo, do R7, em Brasília


Queiroga demonstrou irritação ao ser questionado pela imprensa sobre decisão da Anvisa
Queiroga demonstrou irritação ao ser questionado pela imprensa sobre decisão da Anvisa

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta quarta-feira (19) que a pasta que comanda não deixou faltar testes para detecção da Covid-19 no Brasil. “Houve problemas de abastecimento de testes. O Ministério da Saúde foi um dos pontos onde não faltou teste, nós estamos distribuindo. Agora, eu não vou aqui como gestor público adquirir 200 milhões de testes para deixar esses testes vencerem”, disse Queiroga, culpando o avanço da variante Ômicron pelo mundo.

Queiroga demonstrou irritação com as cobranças feitas à pasta também em relação à entrega de doses de vacinas para crianças.

As declarações foram dadas durante a cerimônia de assinatura de uma portaria que libera pouco mais de R$ 100 milhões para aplicação em atenção primária à saúde em municípios da Bahia. Os recursos foram disponibilizados para socorrer a população de cerca de 150 municípios que foram atingidos pelas enchentes das últimas semanas na região. 

O ministro foi questionado sobre a decisão da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que adiou a definição sobre o uso dos autotestes no Brasil. A diretoria colegiada da agência regulatória considerou que a nota técnica enviada pelo Ministério da Saúde não atendeu à necessidade de vir acompanhada de uma política pública em apoio à testagem. O tema deverá ser definido em 15 dias a partir de uma diligência com coleta de dados e reuniões com o ministério. 

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O país tem enfrentado uma escassez de testes para Covid-19 nos últimos dias e um aumento exponencial de novas infecções. No Distrito Federal, farmácias passaram a racionar o agendamento de testes para não enfrentar desabastecimento. Nesta terça-feira (18), a taxa de transmissibilidade na capital federal chegou a 2,31, o índice mais alto depois do pico da pandemia, em março de 2020.

A procura por testes e o número de casos têm aumentado desde o fim do ano passado. Especialistas já esperavam crescimento no número de casos por causa das festas de fim de ano e pela característica de rápida transmissibilidade da Ômicron. Entretanto, sistemas de saúde pelo país já relatam sobrecarga. No DF, a ocupação de leitos de UTI já chega a 91%.

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