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Joias, vacinação, golpe e milícias digitais: confira as principais investigações envolvendo Cid

STF homologou acordo entre ex-ajudante de ordens e a PF; defesa de Bolsonaro argumenta que 'não há o que delatar'

Brasília|Bruna Lima, do R7, em Brasília


Cid teve liberdade provisória concedida
Cid teve liberdade provisória concedida

O tenente-coronel do Exército Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal (MPF) em pelo menos oito casos, deve colaborar nas investigações em temas que vão desde a formação de milícias digitais até fraudes nos cartões de vacina, venda ilegal de joias da Presidência e a minuta de golpe de Estado encontrada na casa do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Anderson Torres.

Neste sábado (9), o ministro Alexandre de Moraes, do STF, homologou o acordo de delação premiada do militar, além de lhe conceder liberdade provisória. Ele já deixou o batalhão militar onde estava preso.

O advogado de Jair Bolsonaro (PL) e ex-secretário de Comunicação Social da Presidência Fabio Wajngarten afirmou que a defesa do ex-presidente só vai comentar a delação premiada fechada entre Cid e a Justiça depois que tiver acesso aos termos do acordo.

Leia mais: Entenda como funciona um acordo de delação premiada, como o fechado por Mauro Cid

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A decisão que autorizou a delação afirma que a colaboração será relacionada às investigações do inquérito das milícias digitais e petições conexas. A tese trabalhada pela PF, conforme a reportagem apurou, conecta os assuntos em uma rede única que pressupõe a existência de uma organização criminosa que interliga os vários crimes pelos quais Cid é investigado. Por isso, há a expectativa de que o tenente-coronel explore os diferentes temas.

Relembre o caso das joias apreendidas de Bolsonaro

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Ele é investigado por participação em um esquema de fraude em cartões de vacinação e em tentativa de golpe de Estado. O tenente-coronel do Exército também é investigado no caso das joias estrangeiras dadas a Jair e Michelle Bolsonaro e no caso dos atos extremistas de 8 de janeiro. Cid é ainda alvo de um inquérito por participar da divulgação de informações falsas sobre a vacinação da Covid-19. 

Outra investigação da Polícia Federal se refere a saques e pagamentos em espécie realizados pelo ex-ajudante por ordem da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. A participação de Cid em reuniões também insere o militar em outras apurações. Uma diz respeito ao encontro de Bolsonaro com embaixadores, ocasião em que o ex-presidente questionou a lisura do sistema eleitoral brasileiro, e outra é o encontro entre o ex-presidente, a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) e o hacker Walter Delgatti Neto, quando teria sido discutida a invasão de urnas eletrônicas. 

À Polícia Federal, o militar já prestou pelo menos seis depoimentos. Há a expectativa de que Cid contribua em outras linhas de investigação, além dos inquéritos de que é alvo. A delação deve incluir explicações sobre imóveis milionários da família do ex-ajudante de ordens nos Estados Unidos. 

Em meio à expectativa da delação, na quinta-feira (7) o ex-secretário de Comunicação da Presidência Bolsonaro e advogado do ex-presidente, Fabio Wajngarten, publicou a frase "não há o que delatar", nas redes sociais.

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