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José Dirceu volta ao Congresso após 19 anos e faz discurso a favor da democracia

Senado realizou sessão especial em celebração à redemocratização do Brasil após fim do regime militar

Brasília|Bruna Lima, do R7, em Brasília

'A luta faz a lei', diz Zé Dirceu
'A luta faz a lei', diz Zé Dirceu 'A luta faz a lei', diz Zé Dirceu ( Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Após 19 anos fora do Congresso Nacional, o ex-deputado federal e ex-ministro da Casa Civil José Dirceu participou nesta terça-feira (2) de uma sessão especial em celebração à redemocratização do Brasil após o fim do regime militar, realizada no plenário do Senado Federal. Dirceu ressaltou a importância de continuar lutando pela democracia. 

"É preciso recolocar que a luta é que faz a lei, a luta política, a luta social. Esse é o nosso papel. Por isso que nós relembramos 1964. Por isso que é um compromisso irrenunciável o esclarecimento sobre os mortos e os desaparecidos, a comissão de mortos e desaparecidos, a luta pela verdade do que aconteceu", destacou Dirceu. 

A sessão marcou a volta de Dirceu ao Congresso pela primeira vez após a cassação do mandato durante o escândalo do Mensalão, em 2005. O petista possui história na luta contra a ditadura. Ele foi um exilado político durante parte do regime militar.

A sessão foi um requerimento feito pelo senador Randolfe Rodrigues (Sem partido-AP), líder do governo no Congresso. A data escolhida remete ao 2 de abril de 1964, quando o Congresso Nacional declarou vago o cargo de presidente do país, até então ocupado por João Goulart.

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"Os símbolos são sobretudo para que não se esqueça. Foi por isso que a devolução do mandato de João Goulart foi simbólica para lembrar que o Estado errou e que o Congresso Nacional cometeu e legitimou uma arbitrariedade na madrugada de 1° para 2 de abril de 1964", explicou. 

Também participaram da sessão Maria Thereza Goulart, ex-primeira-dama do Brasil; João Vicente Goulart, filho mais velho de Jango e presidente-executivo do Instituto João Goulart; e Pedro César Batista, integrante da comissão “64: Não Esqueceremos”; e a jornalista Mara Luquet.

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