Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília
‌

Líder do governo na Câmara afirma que corte de gastos será votado ainda neste ano

José Guimarães participou de reuniões nesta quarta (27) de apresentação das propostas a Lira e Pacheco

Brasília|Ana Isabel Mansur, do R7, em Brasília

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Guimarães participou de reuniões de apresentação das medidas Mário Agra/Câmara dos Deputados - 26.11.2024

O líder do governo federal na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), declarou nesta quarta-feira (27) que o pacote de corte de gastos do Executivo vai ser votado no Congresso Nacional ainda neste ano. O parlamentar participou da reunião de apresentação das propostas aos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). A exposição das medidas foi feita pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o encontro foi chamado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

LEIA MAIS

A redução de despesas deve ser tratada por meio de PEC (proposta de emenda à Constituição) e projeto de lei complementar. “Os textos vão chegar [ao Legislativo], aí é votar. Votar nessas três semanas [até o recesso parlamentar, previsto para começar em 23 de dezembro] a PEC e o projeto de lei complementar”, afirmou Guimarães a jornalistas após a reunião.

‌

O deputado adiantou que o corte de gastos vai economizar R$ 70 bilhões até 2026. Os valores foram confirmados por Haddad em pronunciamento em rede nacional, depois da fala de Guimarães. “Não é problema de corte, é um ajuste que precisa ser feito para vincular tudo ao arcabouço. A ideia é fortalecer o arcabouço [fiscal]. Se as coisas caminharem nos termos que o ministro Haddad apresentou, nós podemos ter em 2025 uma contenção de R$ 30 bilhões e, em 2026, em torno de R$ 40 bilhões”, acrescentou.

Ao longo do dia, foram duas reuniões de apresentação das propostas do governo federal. A primeira, com Lula, Haddad, Pacheco, Lira, Guimarães, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e os outros dois líderes do governo no Legislativo: Otto Alencar (PSD-BA), líder em exercício no Senado, e Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder no Congresso.

‌

Do segundo encontro, participaram Lula, Haddad, Guimarães, Alencar, Randolfe e líderes partidários da Câmara dos Deputados. Após a última reunião, o líder da bancada do PT na Câmara, Odair Cunha (PT-MG), afirmou que há “vontade” em votar os projetos ainda neste ano.

Anúncios

Depois dos encontros, foi veiculado em rede nacional um pronunciamento de Haddad, gravado nessa terça (26). O ministro confirmou, sem apresentar detalhes, o valor de R$ 70 bilhões. Haddad também anunciou isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5.000. A medida é uma das principais bandeiras do governo de Lula e foi uma promessa de campanha do presidente.

‌

Ele pretendia implementar a medida até o fim do mandato, em 2026. Atualmente, a isenção do imposto de renda vale para os trabalhadores que recebem até dois salários mínimos (R$ 2.824). O teto anterior era R$ 2.640. Para compensar a isenção, quem ganha acima de R$ 50 mil vai ter alíquota maior no IR.

Além disso, o ministro da Fazenda anunciou no pronunciamento que o abono salarial será limitado a quem ganha até R$ 2.640. Atualmente, tem direito ao abono quem ganha até R$ 2.824. Haddad também anunciou uma reforma nas aposentadorias de militares.

‌

As propostas do corte de gastos serão detalhadas na manhã desta quinta (28), por Haddad e pelos ministros Simone Tebet (planejamento e Orçamento) e Rui Costa (Casa Civil).

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.