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Livro sobre atuação de Aras à frente da PGR pode mudar percepção do público, diz autor

Obra ‘O Procurador’ foi lançada nesta terça em Brasília e traz relatos de momentos como a pandemia e a revisão dos atos da Lava Jato

Brasília|Jéssica Gotlib, do R7, em Brasília


'Maior parte das pessoas quer entender por que escolhi escrever sobre Aras', diz Luís Costa Pinto Jéssica Gotlib/ R7 - 09.07.2024

O jornalista Luís Costa Pinto lançou, nesta terça-feira (9), em Brasília, o livro O Procurador, que narra os quatro anos de Augusto Aras à frente da PGR (Procuradoria-Geral da República). “Acho que muita gente tomava o Aras como uma pessoa completamente fiel ao Bolsonaro e isso, no meu trabalho de investigação, é plenamente desmentido pelos fatos e pela atuação dele”, disse o escritor. Para ele, a narrativa pode mudar a impressão do público geral sobre o ex-PGR.

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Os fatos ocorreram ente 2019 e 2023, em especial durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. O livro acompanha desde a controversa nomeação, que contrariou a categoria e uma recomendação do então ministro da Justiça, até a atuação de Aras na revisão de ações da Lava Jato.

A obra retrata também a decisão de não denunciar o ex-presidente pela condução da pandemia de covid-19 e a atuação do ex-chefe do Ministério Público na contenção de atos democráticos programados para ocorrer em 2021 e 2022, nos moldes do que aconteceu em 8 de janeiro de 2023.

“Tem a atuação do Aras em 2021 e em 2022, por dentro das forças de segurança, desmontando sistemas que poderiam ter levado a um golpe de estado, como a gente acabou tendo no 8/01/2023, né? E essa parte do livro é muito nova, muito interessante. Eu acho que quem ler vai gostar”, ressaltou o autor.

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Brasília foi a terceira cidade a receber o lançamento de O Procurador. No evento, estiveram presentes figuras públicas como o ex-governador Cristóvão Buarque. Ao receber e conversar com os convidados, o escritor conta que o que mais impressiona as pessoas foi a decisão de investigar sobre a figura do ex-procurador-Geral.

Ainda segundo o autor, o que mais o impressionou na apuração foi o quanto o judiciário brasileiro esteve alinhado e articulado nos últimos anos. “É a sintonia muito fina de ministros do Supremo Tribunal Federal com Aras, com Humberto Jacques de Medeiros, com o Ministério Público Militar, com oficiais de alta patente das três forças armadas a ordens dadas pelo Palácio do Planalto, pelo Bolsonaro, pelo então ministro da defesa, o Braga Neto, que poderiam ter levado a um golpe de estado e que não aconteceu porque eles fizeram uma intervenção branca, silenciosa nas polícias militares”, encerrou.

O livro é editado pela Geração Editorial, tem 301 páginas e pode ser encontrado por preços que variam entre R$ 39 a R$ 86, nas versões digitais e capa comum, em diferentes sites.

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