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Lula defende volta da Venezuela ao Mercosul por ‘estabilidade’ da América do Sul

País comandado por Maduro está suspenso do bloco desde 2016; fala de Lula foi feita na Bolívia

Brasília|Plínio Aguiar e Ana Isabel Mansur, do R7 em Brasília


Lula volta para o Brasil ainda nesta terça (9) Ricardo Stuckert/PR - 09.07.2024

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta terça-feira (9) o retorno da Venezuela ao Mercosul. O país está suspenso do bloco econômico desde 2016 devido ao descumprimento de preceitos democráticos pelo ditador Nicolás Maduro. A fala de Lula ocorreu em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, ao lado do presidente boliviano, Luis Arce, durante pronunciamento oficial.

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“Esperamos poder receber logo e muito rapidamente de volta a Venezuela. A normalização da vida política da Venezuela significa estabilidade para toda a América do Sul. Por isso, fazemos votos para que as eleições ocorram de forma tranquila e o resultado seja reconhecida por todos”, declarou Lula. O próximo pleito venezuelano está marcado para 28 de julho. Em março, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro criticou o fato de a principal opositora de Maduro ter sido impedida de registrar a candidatura. Em resposta, o governo venezuelano chamou o posicionamento brasileiro de “intrometido”.

No discurso, o presidente brasileiro exaltou as parcerias entre Brasil e Bolívia e defendeu o ingresso do país vizinho no Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. No ano passado, Argentina, Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Emirados Árabes e Irã foram aceitas no Brics e passaram a fazer parte do bloco neste ano.

“Arce demonstrou o interesse boliviano de ingressar no Brics. A questão da ampliação do grupo continuará a ser discutida em outubro na Rússia [na próxima cúpula do grupo]. O Brasil vê como muito positiva a inclusão da Bolívia e de outros países da nossa região”, completou Lula.

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O petista destacou, ainda, os esforços pela “integração definitiva” da América Latina e declarou que o mundo “precisa” dos recursos naturais disponíveis no continente. “Estamos convencidos de que a integração não é mais uma retórica de discurso em época eleitoral. A integração é uma necessidade de sobrevivência dos países da América do Sul, do Brasil e da Bolívia. É preciso dar uma chance no século 21 para que Brasil, Bolívia e os outros países da América do Sul deixem de ser tratados como países em vias de desenvolvimento. Temos que oferecer ao mundo alguma coisa que eles não têm”, acrescentou.

Agenda

Mais cedo, Lula se reuniu de forma bilateral e ampliada com Arce. A agenda internacional envolve, ainda, encontros com movimentos sociais e empresários. O líder brasileiro retorna a Brasília ainda nesta terça-feira (9).

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Nessa segunda (8), Lula participou, no Paraguai, da cúpula dos chefes de Estado do Mercosul, encontro que formalizou a entrada da Bolívia no bloco, defendida pelo Brasil.

Na quarta-feira (10), na capital federal, Lula se reúne com o comitê interministerial para inclusão socioeconômica de catadoras e catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis. Na quinta-feira (11), o presidente assina o decreto de reajuste do programa Bolsa Atleta.

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