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Lula se reúne com lideranças indígenas para tratar de conflito no Mato Grosso do Sul

Embate começou em julho, após os Guarani-Kaiowá retomarem territórios tradicionais em Douradina e Caarapó

Brasília|Plínio Aguiar, do R7, em Brasília

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Reunião de Lula com lideranças indígenas ocorreu na Asa Sul, em Brasília Ricardo Stuckert/PR - 10.08.2024

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de uma reunião com lideranças indígenas Guarani-Kaiowá, do Mato Grosso do Sul. A agenda foi realizada neste sábado (10), na Asa Sul, em Brasília (DF). Nas redes sociais, o chefe do Executivo relatou que o encontro debateu o conflito fundiário na região, que se intensificou nos últimos dias.

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Os conflitos começaram em julho, após os indígenas Guarani-Kaiowá retomarem territórios tradicionais em Douradina e Caarapó, no interior do estado. De acordo com o governo, os territórios indígenas Panambi-Lagoa Rica e Amambaipeguá I, localizadas nesses municípios, passam por processos de demarcação, que aguardam solução judicial.

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Segundo informado pelo Ministério dos Povos Indígenas, os ataques acontecem em território delimitado pela Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) em 2011. A pasta argumenta que a Lei do Marco Temporal e a PEC 48 aumentam a insegurança jurídica sobre os territórios indígenas e têm causado instabilidade das regiões, fomentando a violência contra as comunidades.

Na tentativa de encontrar uma solução para o caso, o governo instalou uma sala de situação para atuação emergencial no acompanhamento de conflitos fundiários envolvendo povos indígenas. A medida foi definida após a escalada de conflitos, que se intensificou a partir de julho em diferentes regiões do Brasil. “O Governo federal enviou equipes interministeriais para os estados com focos de conflito que fizeram o acompanhamento da situação e atuaram para garantir a presença e o reforço da Força Nacional nos territórios”, diz.

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Participaram da reunião com Lula e as lideranças indígenas os ministros Márcio Macêdo (Secretaria-Geral), Sonia Guajajara (Povos Indígenas) e Paulo Pimenta (Reconstrução do Rio Grande do Sul), além da presidente da Funai, Joenia Wapichana. “Desde o início, uma equipe do Ministério dos Povos Indígenas e da Funai estão no território Guarani-Kaiowá para monitorar a situação de forma permanente e prestar atendimento aos indígenas”, afirmou Pimenta nas redes sociais.

Recentemente, a líder indígena Valdelice Veron, que representa os povos Guarani-Kaiowá, denunciou o conflito ao Ministério dos Direitos Humanos. “O que está acontecendo na Lagoa Panambi não é mais um conflito, é um massacre. Esperamos segurança efetiva. As nossas aldeias estão sendo atacadas, estão queimando as nossas casas. Ameaça, perseguição e morte é o que nós estamos passando no estado do Mato Grosso do Sul (MS) neste ano de 2024″, disse ela ao ministro Silvio Almeida, na quarta-feira (7).

“De acordo com os indígenas, os ataques partiram de policiais militares e fazendeiros armados – esses últimos teriam montado acampamento em área indígena”, diz a pasta em comunicado. Os indígenas relataram negativas de diálogo com representantes do estado do MS e dificuldades de atendimento em hospitais da região.

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