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Lula se reúne com príncipe saudita, Macron e outros quatro chefes de governo e de Estado durante G20

Dentre os assuntos tratados pelo presidente brasileiro está a negociação do acordo entre Mercosul e União Europeia

Brasília|Plínio Aguiar, do R7 em Brasília

Lula e primeiro-ministro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman
Lula e primeiro-ministro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman Lula e primeiro-ministro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve sete reuniões bilaterais às margens da cúpula do G20, grupo que reúne as nações mais desenvolvidas do mundo. A agenda ocorreu em Nova Déli, capital da Índia, durante o final de semana. Entre os assuntos abordados está a negociação em torno do acordo entre Mercosul e União Europeia.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, Lula se reuniu com Ursula von der Leyen e Charles Michel, presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu, respectivamente. O presidente brasileiro se encontrou ainda com o homólogo francês, Emmanuel Macron. O principal assunto discutido entre as autoridades foi o acordo entre os blocos econômicos.

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Nas conversas, Lula afirmou que é preciso "tomar uma decisão política" sobre o acordo. No entendimento do governo brasileiro, como as negociações se arrastam há mais de 20 anos, não serão resolvidas no curto prazo no nível técnico e vêm sendo travadas por questões de ordem política. Se o assunto for tratado somente em âmbito burocrático, não vai adiante, conforme fontes diplomáticas.

O acordo, negociado desde 1999, está em fase de revisão, mas há entraves na questão ambiental e sobre compras governamentais. Os europeus propuseram um documento adicional, chamado de side letter, que impõe sanções em caso de descumprimento, mas só para o lado sul-americano.

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Se concluído, o tratado vai formar uma das maiores áreas de livre comércio do planeta, com quase 720 milhões de pessoas, cerca de 20% da economia global e 31% das exportações mundiais de bens. Se as normas do acordo já valessem em 2022, cerca de R$ 13 bilhões em exportações brasileiras ao bloco não teriam pago imposto, segundo estimativa da Confederação Nacional da Indústria.

Arábia Saudita

Além das reuniões com os europeus, Lula se encontrou com Mark Rutte (presidente da Holanda), Narendra Modi (primeiro-ministro da Índia), Recep Tayyip Erdogan (presidente da Turquia) e Abdul Fatah Khalil Al-Sisi (presidente do Egito). O presidente brasileiro ainda teve outra reunião, com Mohammed bin Salman (príncipe herdeiro e primeiro-ministro da Arábia Saudita). Foi a primeira vez que as duas autoridades se reuniram, e a conversa ocorreu após já ter sido desmarcada anteriormente pelo saudita.

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Mohammad bin Salman foi quem mandou presentear o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro com joias milionárias, que não foram declaradas à Receita Federal.

A aproximação entre Lula e o príncipe ocorreu após o encerramento da 18ª Cúpula de Chefes de Estado e Governo do G20, cerimônia em que o presidente brasileiro recebeu o martelo de madeira que simboliza a presidência temporária do grupo. A cerimônia aconteceu em Nova Déli, na Índia, país que ocupava o cargo de liderança.

Com o Brasil ocupando a presidência rotativa do Brics, Lula aproveitou o momento para dar boas-vindas à Arábia Saudita como novo país-membro do bloco de nações emergentes. Em agosto, Argentina, Egito, Emirados Árabes, Etiópia e Irã também passaram a integrar o grupo, formado, originalmente, por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

De acordo com o governo federal, autoridades sauditas mostraram a intenção de ampliar investimentos no Brasil, "principalmente na área de petróleo e gás e também nas fontes verdes, além de retomar uma agenda comercial que ficou parada nos últimos anos". "Se a Arábia Saudita tiver interesse em investir, o Brasil terá interesse em conversar com quem quer que seja que eles mandem conversar", disse Lula antes do encontro, em entrevista à imprensa.

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