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Mauro Vieira nega que retirada de embaixador de Israel tenha sido rompimento de relações

Ministro ponderou que medida foi necessária após ‘desrespeito diplomático’ por parte do governo israelense

Brasília|Bruna Lima, do R7, em Brasília


Ministro Mauro Vieira respondeu questionamentos sobre a guerra na Faixa de Gaza e acordo entre o Mercosul e a UE
Mauro Vieira comparece à Comissão de Relações Exteriores Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta quarta-feira (19) que a retirada do diplomata Frederico Meyer da Embaixada do Brasil em Israel não simboliza um rompimento de relações entre os países, mas que foi uma medida necessária após um episódio de “desrespeito aos padrões comportamentais diplomáticos” por parte do governo israelense. A fala ocorreu durante participação em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores na Câmara dos Deputados.

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“Retirar o embaixador pode ser uma reação de momento, de desagrado, mas muito aquém de rompimento de relações”, afirmou Vieira, completando que o diálogo diplomático entre Brasil e Israel continua sendo realizado por meio do encarregado de negócios, Fábio Farias.

O movimento ocorreu após o ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, levar Meyer ao Museu do Holocausto, em uma tentativa de constrangê-lo pelas declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em comparar o conflito contra o grupo terrorista Hamas com o nazismo.

O chanceler justificou que o embaixador foi retirado “porque houve um desrespeito aos padrões comportamentais diplomáticos”. “Ele foi exposto a uma situação que não tinha cabimento, para uma manifestação de insatisfação do governo de Israel, mas para um ato público, em uma língua que o embaixador não sabia o que estava sendo dito”. Para Vieira, tratou-se de uma “situação muito constrangedora que comprometeu a permanência” de Meyer.

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Em maio, Meyer foi transferido para o cargo de representante especial brasileiro junto à Conferência do Desarmamento, em Genebra, na Suíça.

O ministro também declarou que o posicionamento brasileiro em relação à guerra na Faixa de Gaza está muito claro. “O Brasil está do lado de Israel desde o nascimento quando foi criado pela ONU em Assembleia-Geral. Temos uma posição crítica do atual governo, acreditamos que há uma reação desproporcional”, explicou Vieira, acrescentando que o objetivo do Brasil é defender a promoção da paz e fim da guerra.

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Acordo Mercosul-UE

Durante a audiência, Vieira disse acreditar na conclusão do acordo entre o Mercosul e a União Europeia ainda este ano. Segundo ele, houve avanço na maioria das divergências, mas ainda há detalhes a serem alinhados. Apesar de as discussões formais terem sido paralisadas em razão das eleições europeias, o ministro disse que acordos informais entre as delegações continuam acontecendo.

“Acredito que estamos próximos de conseguir superar algumas das grandes dificuldades. Há ainda alguns pontos que são de total interesse de todos os países do Mercosul. Há uma boa vontade e disposição para concluir esse acordo e creio que poderemos fazê-lo este ano”, sinalizou.

Na semana passada, Lula afirmou que o Mercosul está pronto para assinar o acordo com a União Europeia. “O Brasil está pronto para, na hora que a União Europeia quiser, assinar o acordo”, declarou Lula durante coletiva à imprensa no último sábado (15) após ter participado de reuniões do G7, na Itália. “Agora, o problema é deles, da União Europeia”, completou.

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