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Ministro de Minas e Energia defende que Petrobras ‘tenha paz’ para ganhar valor de mercado

Estatal enfrenta crise no comando depois que conselho decidiu reter valor de quase R$ 44 bilhões; governo discute substituir atual presidente

Brasília|Ana Isabel Mansur, do R7, em Brasília, e Caroline Aguiar, da RECORD

Alexandre Silveira
Silveira saiu em defesa de Pietro Mendes Reprodução / Record

O Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, desejou na noite desta terça-feira (9) que a Petrobras “tenha um pouco de paz para continuar ganhando valor de mercado”. A fala ocorreu depois do evento de assinatura, no Palácio do Planalto, da medida provisória que prevê redução de até 3,5% da tarifa de energia elétrica até 2026. Silveira também afirmou que “tem admiração” pelo trabalho desenvolvido pelo atual presidente da empresa, Jean Paul Prates.

Depois que o Conselho de Administração da estatal decidiu reter os dividendos extraordinários, em março, a Petrobras enfrenta uma crise, inclusive com troca de farpas entre Prates e Silveira. O valor bloqueado pelo grupo chega a R$ 43,9 bilhões. A decisão do conselho levou a Petrobras a perder R$ 55 bilhões em valor de mercado em apenas um dia.

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Silveira negou nesta terça (9) que defende a saída de Prates da presidência da empresa. Um dos nomes cotados para substituí-lo é o de Aloizio Mercadante, atual presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O ministro também pediu que os “ânimos” em relação à Petrobras sejam “serenados”.

“Seria especulação falar de um cargo que é do presidente. Qualquer coisa que eu falasse, estaria especulando. Isso é prerrogativa do presidente. Seria arrogância minha falar sobre isso. Quando vejo especulações sobre personificação entre mim e o presidente da Petrobras, me entristece. O que existe são opiniões discordantes, que são públicas. São questões pontuais. Isso não é motivo de especulação, porque isso é público”, afirmou.

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Silveira também declarou que as reuniões que têm tido com os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Rui Costa (Casa Civil) não trataram da divisão de dividendos extraordinários da Petrobras. “O que aconteceu entre nós foi um diálogo. É natural que tenhamos debate permanente. Tivemos debate sobre questões econômicas de curto, meio e longo prazo. Fizemos muitas reuniões com esse escopo. Mas não decidimos isso, até porque não é nosso escopo. Posso afirmar que houve discussões, mas num plano mais lato sensu”, completou.

O ministro afirmou, ainda, que não é “preciso” dizer que ele é contra ou a favor da distribuição dos dividendos. “Minha posição pessoal é tomada conforme o nível de informação e cognição que recebo. Sou a favor de ter informações para o caso de uma posição de governo como controlador da empresa, para que a gente tome uma decisão. Há momentos que vai entender que deve distribuir e momentos que vai entender que é melhor colocar na conta e avaliar, respeitando a governança e a natureza jurídica de uma empresa de capital aberto”, destacou.

Em meio ao cabo de guerra pela presidência da Petrobras, os ministros Rui Costa, Haddad e Silveira acertaram o pagamento dos dividendos extraordinários que foram retidos. Caberá a Costa levar a proposta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O modelo de pagamento precisa ser levado pelo conselho de administração para avaliação dos acionistas, que voltam a se reunir em assembleia no próximo dia 25.

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