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Moraes manda PF ouvir delegado apontado como mentor do assassinato de Marielle

Na semana passada, Moraes negou um pedido da defesa do delgado e manteve o homem em prisão preventiva

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

Delegado Rivaldo Barbosa, preso no caso Marielle
Delegado Rivaldo Barbosa, preso no caso Marielle (Fernando Frazão/Agência Brasil)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta segunda-feira (27) que a Polícia Federal tome o depoimento do delegado Rivaldo Barbosa. O policial é apontado como um dos mentores do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista, Anderson Gomes, em março de 2018.

“Senhor Delegado, Encaminho-lhe os termos da decisão de cópia anexa para adoção das providências necessárias ao seu cumprimento, no sentido de proceder à oitiva do denunciado RIVALDO BARBOSA DE ARAÚJO JÚNIOR, no prazo máximo de cinco dias, assegurado o direito ao silêncio e a garantia de não autoincriminação, se instado a responder a perguntas cujas respostas possam resultar em seu prejuízo”, diz Moraes no documento de intimação.

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Na semana passada, Moraes negou um pedido da defesa do delgado e manteve o homem em prisão preventiva. Em abril, a defesa do delegado pediu ao Supremo Tribunal Federal para ser ouvido pela Polícia Federal. A esposa dele também pediu para prestar depoimento. Isso porque, de acordo com a defesa, mesmo com a determinação do ministro Alexandre de Moraes, os depoimentos ainda não ocorreram.

Em março, a Polícia Federal informou ao STF que o crime de execução da vereadora Marielle Franco e do motorista dela, Anderson Gomes, foi idealizado pelos dois irmãos Domingos e Chiquinho Brazão e meticulosamente planejado pelo delegado Rivaldo Barbosa, que era chefe de polícia do Rio de Janeiro na época do assassinato.

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Rivaldo Barbosa e os irmãos estão presos desde o dia 24 de março deste ano. João Francisco Inácio Brazão, conhecido como Chiquinho, é deputado federal do União Brasil pelo Rio de Janeiro. Assim como Marielle, ele era vereador do município quando o assassinato ocorreu.

O envolvimento do parlamentar fez com que as investigações fossem ao STF, já que Chiquinho tem foro privilegiado.

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Domingos Brazão é conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro. Autor dos disparos que mataram Marielle e Anderson, o ex-policial militar Ronnie Lessa afirmou aos investigadores, em delação premiada, que Domingos teria encomendado o crime.

Lessa teria afirmado que o crime seria uma vingança contra o ex-deputado estadual Marcelo Freixo e a ex-assessora dele, Marielle Franco. Os três, segundo os investigadores, travavam disputas na área política do estado.

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