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Moraes mantém prisão preventiva de homem que destruiu relógio do Planalto

Nesta semana, a Corte formou maioria para condenar Antônio Cláudio a 17 anos de prisão

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window


Câmeras flagraram homem derrubando relógio do século 17 Reprodução/RECORD

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), manteve a prisão preventiva de Antônio Cláudio Alves Ferreira, acusado de ter derrubado e destruído um relógio histórico do Palácio do Planalto dado ao Brasil por Dom João VI nos atos extremistas de 8 de janeiro de 2023. Antônio está preso desde 24 de janeiro de 2023. O R7 tenta contato com a defesa dele.

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Nesta semana, a Corte formou maioria para condenar o homem a 17 anos de prisão. Antônio Cláudio, segundo o processo, a partir de convocações em grupos nas redes sociais e aplicativos de troca de mensagens, uniu-se a uma associação armada para praticar crimes contra o Estado democrático de Direito.

O relógio foi um presente da França ao então rei Dom João VI e estava no terceiro andar do Palácio do Planalto. Câmeras de segurança flagraram o momento em que o homem destruiu o objeto. Nas imagens, ele vem caminhando, para, derruba o relógio no chão e revira mesas e cadeiras. Depois, retorna e tenta destruir a câmera de segurança com um extintor de incêndio.

Entre as obras destruídas no 8 de janeiro estão quadros assinados por Di Cavalcanti e Bruno Giorgi, a mesa de trabalho de Juscelino Kubitschek e a escultura de parede de madeira de Frans Krajcberg. O prejuízo nas sedes dos Três Poderes é estimado em R$ 18,5 milhões.

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No julgamento virtual, não há discussão. Os ministros votam por meio do sistema eletrônico da Corte. Se há um pedido de vista, a sessão é suspensa. Quando ocorre um pedido de destaque, o julgamento é reiniciado no plenário físico.

Desde setembro, o Supremo condenou ao menos 224 pessoas envolvidas nos atos extremistas e absolveu apenas uma. As penas variam entre 12 e 17 anos de prisão. Ao todo, a Corte recebeu 1.345 denúncias. Desse total, 1.113 foram suspensas para que a PGR (Procuradoria-Geral da República) avalie se vai propor acordos que evitem a condenação. Nas condenações, o STF tem estabelecido o pagamento de uma multa de R$ 30 milhões, dividida entre todos os réus, por danos coletivos.

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