O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta segunda-feira (31), dia em que o golpe militar de 1964 completa 61 anos, que não há caminhos para o Brasil fora da democracia. Pelas redes sociais, o petista defendeu o regime democrático, destacou a importância das liberdades individuais e reforçou a luta contra “ameaças autoritárias”. Ministros de Lula também se manifestaram sobre a Ditadura Militar, que durou até 1985.“Não existe, fora da democracia, caminhos para que o Brasil seja um país mais justo e menos desigual. Não existe um verdadeiro desenvolvimento inclusivo sem que a voz do povo seja ouvida e respeitada. Não existe justiça sem a garantia de que as instituições sejam sólidas, harmônicas e independentes”, escreveu Lula.Segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, ao menos 434 pessoas foram mortas ou dadas como desaparecidas durante o período (leia mais abaixo). Os números, contudo, devem ser maiores que os oficiais, dado o tamanho do Brasil e que muitos casos não foram notificados.Ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo também comentou a data. “O MDHC pediu desculpas oficiais às famílias de vítimas da ditadura militar pela negligência na guarda e identificação dos repatriados da Vala Clandestina de Perus (SP). Seguimos na defesa da democracia com a certeza de ser o melhor regime político para a liberdade, para a justiça social e o desenvolvimento econômico”, escreveu, pelas redes sociais.O chefe da Casa Civil, Rui Costa, afirmou ser preciso lembrar a data para o Brasil não voltar a regimes autoritários. “É preciso relembrar para não repetir. O golpe militar aconteceu há 61 anos, mas hoje ainda precisamos lutar firmemente em defesa da democracia, contra o extremismo e pela justiça. Ditadura nunca mais. Democracia sempre”, destacou o ministro.O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que ditaduras são nocivas e, no Brasil, o período foi marcado por “torturas, assassinatos, desaparecimentos, corrupção e impunidade”.A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, lembrou que “foram mais de duas décadas de resistência e sacrifício para a restauração da democracia”.O MDHC (Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania) divulgou, nesta segunda-feira, nota em que destaca uma análise sobre o perfil dos mortos e desaparecidos durante a ditadura militar, entre os anos de 1946 e 1988. De acordo com a pasta, “a maioria de mortos e desaparecidos na ditadura era estudante, jovem, ligada a organizações políticas e vivia em capitais”.O levantamento foi feito a partir das informações contidas no Relatório Final da CNV (Comissão Nacional da Verdade), que foram transformadas em estatísticas pelo ObservaDH (Observatório Nacional dos Direitos Humanos).“A publicação considerou os 434 casos de pessoas vitimadas pelo Estado brasileiro no contexto de repressão política do período de 1946 a 1988, conforme o relatório”, destaca o MDHC.Segundo a pasta, “entre 1964 e 1968, durante a fase inicial da ditadura, 51 pessoas foram assassinadas enquanto o regime buscava manter uma aparência de legalidade, consolidando o aparato repressivo,” contabiliza a análise.“O cenário se agravou após o Ato Institucional nº 5, de 1969 a 1978, resultando na morte de 351 pessoas, tornando-se o período mais violento da ditadura. Já entre 1979 e 1985, nos anos finais da ditadura militar, quando se iniciavam as negociações para a abertura política, ainda assim foram registradas 20 mortes, demonstrando que a repressão persistiu até os momentos finais do regime”, completa o levantamento do ObservaDH.Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp