A Polícia Civil do Distrito Federal investiga um grupo criminoso suspeito de movimentar, em dois anos, R$ 10 milhões com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A corporação cumpriu 19 mandados de prisão temporária e 30 mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (27). Os mandados foram cumpridos no Distrito Federal nas regiões administrativas de Gama, Paranoá, Ceilândia, Recanto das Emas e Asa Norte, e também em Valparaíso de Goiás (GO), Uberlândia (MG) e Maceió (AL), com apreensão de um carro de luxo.Segundo a investigação, o grupo tinha as tarefas de cada membro bem definidas, com diversos operadores financeiros para garantir que os valores obtidos com o tráfico não fossem rastreados.Os policiais também apontam que o grupo criminoso aliciava jovens para atuarem como “mulas”, responsáveis por fazer o transporte interestadual das drogas. A associação ainda contava com pessoas laranjas que recebiam o dinheiro em contas e pulverizava o valor obtido no tráfico em diversas operações bancárias.A droga era adquirida em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Paraguai e trazida para o DF. Os membros do grupo se especializaram na distribuição de haxixe, uma espécie de resina extraída da maconha com alta concentração de THC, substâncias que vicia mais facilmente os fumantes.De acordo com a Polícia Civil, eles também apostavam no transporte de pequenas cargas de droga, mas com muito valor agregado, para passar despercebidos na fiscalização.O líder do grupo é um homem de 25 anos que atuava com a companheira, de mesma idade, que era operadora financeira do grupo. Outros integrantes eram responsáveis por distribuir a droga e negociá-la com os distribuidores e clientes, além de transportar as substâncias, armazená-las e escoltar a droga.Os integrantes do grupo podem responder por organização criminosa, com penas de três a oito anos de prisão; tráfico de drogas, com pena de cinco a 15 anos; e lavagem de dinheiro, com pena de três a dez anos.