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Policial penal é preso no DF por ajudar detentos da Papuda a planejar fugas por R$ 150 mil

Homem é suspeito de ser ex-membro do Comboio do Cão; policial também levava celulares para as celas

Brasília|Edis Henrique Peres, do R7, em Brasília


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Policial penal foi preso quando saia do plantão Eduardo Valente/SECOM-SC - arquivpo

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu um policial penal suspeito de ajudar detentos a planejar fugas do Complexo Penitenciário da Papuda em troca de receber R$ 150 mil. O homem foi detido na quarta-feira (10) pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado. O homem também facilitava a entrada de objetos dentro das celas, como celulares e chips.

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A polícia cumpriu dois mandados de busca e apreensão, um na casa do policial penal, em Planaltina de Goiás, e outro em uma residência associada às transações financeiras entre os presos e o suspeito, no Riacho Fundo 2. Durante as buscas, foram apreendidos diversos itens, como documentos, dispositivos eletrônicos e anotações financeiras.

Na casa do policial, os agentes encontraram um bilhete com informações detalhadas sobre as transações financeiras e negociações ilícitas, bem como documentos que vinculavam o policial ao Comboio do Cão. A investigação começou após a Seape (Secretaria de Administração Penitenciária) apreender um aparelho celular escondido em uma cela da Papuda.

O policial penal poderá ser responsabilizado pelos crimes de corrupção passiva, introdução de celular sem autorização legal em estabelecimento prisional, prevaricação, promoção ou facilitação de fuga de presos e integração em organização criminosa.

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As investigações contaram com o apoio do Núcleo de Controle e Fiscalização do Sistema Prisional do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.

Nenhuma fuga foi realizada

Questionada sobre a operação, a Seape disse que, até o momento, não existem indícios de que fugas no Complexo Penitenciário da Papuda “tenham sido bem sucedidas por consequência dos atos do servidor”.

“A Seape-DF e a Polícia Penal do Distrito Federal reafirmam o seu compromisso com o serviço público prestado na forma da lei e não coadunam com qualquer desvio de conduta de seus servidores”, afirmou a Seape.

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