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Proibição de viagem e contato: o que acontece com suspeitos de planejar morte de autoridades

Ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva de cinco investigados na Operação Contragolpe

Brasília|Thays Martins, do R7, em Brasília

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Plano envolvia matar Lula, Alckmin e Moraes Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil - 12.12.2022 -

A Operação Contragolpe, deflagrada pela Polícia Federal na terça-feira (19), teve como alvo seis pessoas acusadas de participação em um plano para matar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. A intenção era impedir que a chapa vencedora das eleições de 2022 tomasse posse.

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Na decisão que autorizou a operação, o ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva de cinco acusados:

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  • Mário Fernandes, general da reserva do Exército e ex-secretário executivo da Secretaria-Geral da Presidência durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro;
  • Helio Ferreira Lima, tenente-coronel da ativa;
  • Rafael Martins de Oliveira, tenente-coronel da ativa;
  • Rodrigo Bezerra Azevedo, tenente-coronel da ativa; e
  • Wladimir Matos Soares, policial federal.

A Polícia Federal ainda cumpriu mandados de busca e apreensão contra o capitão do Exército Lucas Guerellus, Rodrigo Bezerra Azevedo e Wladimir Matos Soares.

Veja também: Militares deram início a plano para matar Moraes, mas desistiram: ‘Abortar’

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Todos os investigados também passaram por busca pessoal e foram alvos de medidas cautelares que determinaram:

  • A proibição de manter contato com os demais investigados, inclusive por meio de advogados;
  • A proibição de sair do país, com determinação para entrega de todos os passaportes (nacionais e estrangeiros) no prazo de 24 horas;
  • A suspensão do exercício da função pública de Lucas Garellus, Rodrigo Bezerra e Wladimir Matos

O ministro Alexandre de Moraes ainda determinou que o Comando do Exército forneça os registros de entrada e saída, registros de abastecimento, itinerários, ordem de missão e dados de qualificação dos militares que utilizaram sete viaturas listadas no documento.

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Também foi requerido às operadoras de telefonia que forneçam os dados dos telefones pessoais dos investigados. Moraes ainda ordenou a quebra do sigilo do rastreamento de ERB (Estação Rádio Base), que permite saber o histórico de localização pelo celular.

Prisão preventiva

A prisão preventiva é determinada quando há fortes indícios da prática de crime. Na decisão, Moraes diz que contra os investigados “há robustos e gravíssimos indícios“ de planejamento de um Golpe de Estado. Segundo ele, a consumação presumia a execução do próprio Moraes, que na época era presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), e dos candidatos eleitos Lula e Alckmin com “técnicas militares e terroristas”.

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“Os elementos trazidos aos autos comprovam a existência de gravíssimos crimes e indícios suficientes da autoria, além de demonstrarem a extrema periculosidade dos agentes, integrantes de uma organização criminosa, com objetivo de executar atos de violência, com monitoramento de alvos e planejamento de sequestro e, possivelmente, homicídios”, destaca Moraes na decisão.

Quem são os investigados

Segundo a Polícia Federal, a organização criminosa era formada, em sua maioria, por militares das Forças Especiais do Exército, chamados de “kids pretos”. O Comando de Operações Especiais fica em Goiânia e é subordinado ao Comando Militar do Planalto. Os quatro militares presos são do kids pretos.

Em nota, o Exército disse que nenhum dos três tenentes-coronéis da ativa “se encontravam participando da Operação de GLO na Cúpula do G20”, que ocorreu no Rio de Janeiro entre segunda e terça e reuniu mais de 30 chefes de Estado.

“O general Mário Fernandes e o tenente-coronel Hélio Ferreira Lima encontravam-se no Rio de Janeiro para participar de cerimônias de conclusão de cursos de familiares e amigos. O tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo deslocou-se para a guarnição, a serviço, para participar de outras atividades e não fez parte do efetivo empregado na operação de GLO. O tenente-coronel Rafael Martins De Oliveira já se encontrava afastado do serviço por medidas cautelares determinadas pela Justiça", informou o Exército.

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