Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

Proposta sobre dívida dos estados prevê zerar juros com investimentos e venda de ativos

Segundo Pacheco, texto encontrou o ‘mínimo consenso’ entre as demandas dos governadores e da União

Brasília|Bruna Lima, do R7, em Brasília

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Segundo Pacheco, texto pode ser votado antes do recsso no Senado
Pacheco apresenta projeto sobre dívida dos estados Geraldo Magela/Agência Senado

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), apresentou nesta terça-feira (9) as linhas gerais do projeto sobre a dívida dos estados com a União, com previsão de zerar a cobrança de juros a partir da amortização com investimentos e vendas de ativos estatais. Pacheco quer que a proposta vá em regime de urgência para o plenário, sem passar pelas comissões, e que ela seja votada antes do recesso parlamentar, mas admite a possibilidade de finalizar a discussão no Senado somente em agosto.

LEIA MAIS

“Vamos ter o tempo de discussão necessário, com o esforço para antes do recesso. Mas, se for necessário passar para agosto, para a maturação, não tem problema nenhum”, sinalizou Pacheco, adiantando que a relatoria deve ficar com o senador Davi Alcolumbre (União-AP).


Atualmente, a dívida é corrigida pelo IPCA, que mede a inflação, mais uma taxa de 4%. A proposta viabiliza perdão de até 2% desses juros com entrega de ativos, 1% de abatimento para investimentos em infraestrutura, segurança e educação no próprio estado e 1% para aplicação em um fundo equalizador.

No caso dos ativos, se houver a entrega de 10% a 20% do valor para pagamento de dívida, a amortização dos juros será de 1%. Se houver mais 20% de venda, chega-se à redução de 2%. O texto também inova ao possibilitar a venda créditos inscritos em dívidas ativas, podendo ser cedidos à União no mesmo entendimento do repasse dos ativos das empresas dos estados.


Já em relação ao abatimento de 1% dos juros por investimento, a prioridade será para o direcionamento de recursos com educação técnica. Apenas se o estado provar que já faz uma aplicação oportuna na área é que o montante poderá ser direcionado para outras áreas, como segurança e infraestrutura, desde que não seja para custeios, como pagamento de pessoal.

O outro 1% poderá ser aplicado em um fundo equalizador, o que, de alguma maneira, acaba voltando para o próprio estado pagante. No entanto, o texto prevê que todos os entes federados possam ter acesso ao recurso do fundo, a partir dos critérios definidos na proposta.


“Portanto, temos uma forma equilibrada e justa, garantindo a responsabilidade fiscal de não se afetar o estoque da dívida, mas permitindo que os estados se organizem para o pagamento”, explicou Pacheco, completando que o texto buscou equacionar as demandas entre os envolvidos e se chegar a um “mínimo consenso”.

Pela maneira com que está o texto, a União deixaria de arrecadar aproximadamente R$ 28 bilhões por ano com a isenção dos juros. A ideia é que haja a possibilidade de os estados pagarem as dívidas em até 30 anos.


Em contrapartida, segundo o presidente do Senado, o governo federal se beneficiaria com um acordo que efetivasse o pagamento das dívidas. A equipe do Ministério da Fazenda chegou a pedir mecanismos mais rígidos para estados que não cumprissem a repactuação, mas Pacheco disse que a exclusão do programa e retomada da cobrança do IPCA + 4% seria punição suficiente aos maus pagadores.


Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.