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Senado aprova texto-base de projeto que restringe uso de celulares em escolas

Uso de aparelhos durante a aula, em recreios e intervalos será proibido; medida visa proteger saúde mental dos alunos

Brasília|Iasmim Albuquerque*, do R7, em Brasília

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Texto seguirá para a sanção do presidente Rovena Rosa/Agência Brasiç

O Senado aprovou nesta quarta-feira (18) o texto-base do projeto de lei que restringe a utilização de celulares em ambientes escolares. A proposta proíbe o uso dos aparelhos durante a aula, o recreio ou intervalos entre as aulas. A regra vale para todas as etapas da educação básica (ensinos infantil, fundamental e médio).

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Antes de concluir a votação, os senadores analisam dois destaques, que são sugestões de mudança à redação do texto. Se os dois textos forem rejeitados, o projeto segue para sanção presidencial. Se algum dos destaques for aprovado, o texto terá de ser analisado pela Câmara dos Deputados de novo.

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A proposta visa proteger a saúde mental, física e psíquica das crianças e adolescentes. Se a matéria for sancionada, a expectativa é que as regras comecem a valer para no letivo de 2025.

De autoria do deputado Alceu Moreira (MDB-RS), o projeto tramita na Câmara desde 2015 e ganhou novo fôlego após o Ministério da Educação anunciar planos para limitar o uso de celulares em escolas públicas.

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O texto, contudo, permite o porte de celulares em sala de aula em situações específica:

  • “Estado de perigo, de necessidade ou caso de força maior”;
  • Para garantir direitos fundamentais;
  • Para fins estritamente pedagógicos, em todos os anos da educação básica;
  • Para garantir acessibilidade, inclusão, e atender às condições de saúde dos estudantes.

O texto ainda propõe que as escolas ofereçam treinamentos periódicos para a detecção de sinais sugestivos de sofrimento psíquico e mental e de efeitos danosos do uso excessivo das telas. Para isso, os colégios terão que disponibilizar espaços de escuta e acolhimento para receberem estudantes e funcionários.

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O relator da proposta no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE), destacou que, com a aprovação da proposta, “o Brasil passará a figurar entre os países que não só se preocupam com a questão do uso desregrado desses aparelhos entre crianças e jovens, mas que também tomam medidas concretas para equacioná-la”.

“Pensamos que, com sua aprovação, esses indivíduos serão mais protegidos, ao menos durante o tempo que passarem nas escolas, do fenômeno do brain rot (“cérebro podre”), expressão escolhida, por meio de eleição online do Dicionário Oxford, como ‘palavra do ano’ de 2024″, frisou Vieira.

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Emendas

Duas emendas foram apresentadas para alterar trechos da proposta. Uma delas, de autoria do senador Rogerio Marinho (PL-RN), sugere que a proibição do uso de celulares não seja válida para alunos do ensino médio, apenas para estudantes da educação básica infantil e ensino fundamental.

Para justificar a emenda, Marinho afirmou que os adolescentes estão em uma etapa de transição para a vida adulta, e que a “autonomia e a responsabilidade pelo uso das tecnologias devem ser incentivadas”.

O senador defende que, em vez de restringir o uso dos celulares para adolescentes, é mais adequado promover sua utilização consciente para prepará-los para os desafios do século XXI.

A outra emenda foi apresentada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE). A sugestão dele é alterar a proposta para obrigar a instalação de câmeras de segurança com captação de som nas salas de aula dos estabelecimentos públicos de ensino da educação básica com o objetivo de garantir a segurança dos alunos e profissionais.

*Sob supervisão de Leonardo Meireles

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