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STF começa a restaurar as obras históricas e artísticas danificadas

Quadros, estátuas, espelhos, vasos e móveis foram danificados durante a invasão do Supremo Tribunal Federal, em 8 de janeiro

Brasília|Renato Souza, do R7, em Brasília

Exemplar da Estátua da Justiça, feita de metal, durante restauro no Supremo Tribunal Federal
Exemplar da Estátua da Justiça, feita de metal, durante restauro no Supremo Tribunal Federal Exemplar da Estátua da Justiça, feita de metal, durante restauro no Supremo Tribunal Federal

O Laboratório de Restauro do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou a recuperação das obras do acervo histórico e artístico que foram danificadas durante a invasão do dia 8 de janeiro, quando a sede da corte, do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto foram invadidas por manifestantes extremistas.

O trabalho de restauro se concentra, nesta primeira fase, nos itens do andar térreo, onde fica o plenário, e posteriormente deve ocorrer nas peças que estavam nos demais andares do prédio. Entre as obras estão estátuas que foram trazidas para Brasília na década de 60 e estavam no Rio de Janeiro, na antiga sede do tribunal.

Uma das peças danificadas é um busto da Estátua da Justiça, localizada na entrada do plenário do Supremo. Ao ser jogada para a parte externa do prédio, o monumento sofreu danos na estrutura e está passando por restauração em partes metálicas.

Quadros

Uma série de quadros históricos, pintados na década de 70, também foram alvos dos extremistas. Um deles foi rasgado com um objeto pontiagudo e está tendo a pintura refeita pela restauradora Gil Chaves, que está há quatro anos no Supremo e é especialista em pinturas.

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"É um trabalho minucioso que tem de ser feito e com muito cuidado. Usamos uma tinta de qualidade, mas que é fácil de ser removida, para futuras restaurações. Se a gente usa uma tinta mais difícil de tirar, na próxima restauração pode ficar alguma mancha e danificar a obra original", diz ela.

Entre os três poderes da República, o Supremo foi a instituição que sofreu maiores danos. Até mesmo cadeiras históricas do plenário foram arrancadas e jogadas para fora do edifício-sede. Também foram danificados espelhos históricos e presentes enviados por reis e por governos de diversos países, artistas e museus de todo o mundo.

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Levantamento

Os danos poderiam ter sido ainda mais severos caso os extremistas tivessem acessado o Museu do Supremo, que fica no subsolo. O gerente de restauro, Marcos Antônio de Faria, afirmou que se comoveu ao ver os danos.

"Quando chegamos no prédio vimos que tudo aquilo que a gente preserva no dia a dia estava quebrado, vandalizado. Por outro lado, no dia seguinte, desenvolvendo este trabalho, percebemos a solidariedade, não só dos órgãos especializados, como o Iphan [Instituto do Património Histórico e Artístico Nacional], mas da sociedade em sí", disse, ressaltando que alguns dos itens não podem ser recuperados, devido ao nível de destruição.

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O estrago foi muito grande. Alguns itens não terão condições de serem recuperados%2C como os itens de cerâmica e louça%2C pois se estilhaçaram. Então%2C não tem como a gente reverter.

(Marcos Antônio de Faria, gerente de restauro no STF)

Novo levantamento

Os estragos nos demais andares da corte, com exceção do térreo, foram avaliados superficialmente e ainda vão passar por um processo de levantamento para saber o que pode ser restaurado. A corte ainda avalia o que será feito com os destroços do que foi totalmente destruído.

"Nós temos em torno de 25 a 30 itens de acervo que estão neste momento tendo essa prioridade de trabalho. Mas ainda é uma porcentagem pequena do que temos que fazer", afirma Marcos.

Somente no segundo andar%2C onde está o Salão Nobre%2C temos madeira%2C tapeçaria%2C louças%2C esculturas%2C espelhos%2C como um espelho bizotado%2C muito provavelmente feito na Itália%2C que se perdeu.

(Marcos Antônio de Faria, gerente de restauro no STF)

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