Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

STF faz nesta terça-feira audiência de conciliação sobre dívida do RS após enchentes

Governo federal pediu ao ministro Luiz Fux a rejeição do pedido de extinção da dívida

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Chuvas no RS podem impactar desempenho do setor varejista
STF analisa dívidas do Rio Grande do Sul Gustavo Mansur/Palácio Piratini - 25.5.2024

O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza nesta terça-feira (25), às 10h30, uma audiência de conciliação para discutir a dívida do Rio Grande do Sul com a União, após as enchentes que destruíram diversos municípios do estado no mês de maio. A movimentação ocorre após o Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) pedir a extinção da dívida, em uma ação que tramita desde 2012. O encontro será no gabinete do ministro Luiz Fux e será reservado às partes do processo.

Leia também

Na semana passada, o governo federal publicou no Diário Oficial da União uma medida provisória que autoriza o envio de R$ 17,5 bilhões em crédito extraordinário para as regiões atingidas pelas enchentes. Os recursos são direcionados aos Ministérios da Fazenda, das Cidades, de Portos e Aeroportos, além de Operações Oficiais de Crédito, e devem ser divididos em cinco eixos. Dentre as ações, estão previstas a construção de 12 mil moradias, sendo 10 mil urbanas e 2 mil rurais, além do reforço de crédito para a recuperação de empresas locais, incluindo as de grande porte. A União já enviou R$ 90,9 bilhões para apoiar o estado gaúcho.


O governo pediu a Fux a rejeição do pedido de extinção da dívida. Em maio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei complementar que suspende o pagamento da dívida do Rio Grande do Sul com a União pelo período de três anos. Além disso, a proposta zera os juros que incidem sobre o estoque da dívida durante o período de vigência da lei complementar. Atualmente, a dívida total do RS com a União é estimada em cerca de R$ 98 bilhões.

Na época, Lula disse que um dos objetivos do governo é “recuperar o direito de o povo gaúcho respirar”. “O que nós queremos é recuperar o direito de o povo gaúcho respirar, de poder olhar para o lado, de poder recuperar o direito de ir e vir, de sair da sua cidade e visitar um parente, de recompor a sua casa, a sua plantação, tudo aquilo que ele perdeu”, afirmou o presidente.


A suspensão da dívida foi articulada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e pelo governador gaúcho, Eduardo Leite (PSDB). Com a medida, o Rio Grande do Sul deve ter folga orçamentária-fiscal de R$ 23 bilhões, sendo R$ 11 bilhões oriundos das parcelas e mais R$ 12 bilhões em juros.

Os recursos que seriam utilizados para pagar a dívida devem ser direcionados exclusivamente para ações de reconstrução do estado. Além disso, o Rio Grande do Sul deve aprovar um plano de recuperação, que inclui medidas para alcançar o equilíbrio fiscal, como a implementação de um teto de gastos.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.