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Advogado é morto a tiros na mesma semana que suspeito de crime semelhante é indiciado

Roberto Zampieri foi assassinado, em 2023, a tiros em frente ao próprio escritório em Cuiabá; semana passada, Renato Gomes Nery foi morto da mesma maneira

Cidades|Jéssica Gotlib, do R7, em Brasília


Vítima mais recente, Renato Nery foi alvejado sete vezes Arquivo/Assessoria de Imprensa OAB-MT

A Polícia Civil de Mato Grosso indiciou, nesta terça-feira (9), um fazendeiro apontado como mandante do assassinato do advogado Roberto Zampieri. O crime ocorreu em dezembro de 2023 em Cuiabá. Segundo as investigações da DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa), a motivação seria a disputa na Justiça por uma propriedade rural, avaliada em R$ 100 milhões.

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Na sexta-feira (5), um outro crime com características muito semelhantes foi registrado na cidade. O ex-presidente da seccional da OAB em Mato Grosso Renato Gomes Nery, de 72 anos, foi assassinado com pelo menos sete tiros, sendo um na cabeça. Assim como Zampieri, Nery estava em frente ao próprio escritório, no bairro Areão. Ele chegou a ser socorrido e levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Disputa de terras motivou crime em 2023

Roberto Zampieri tinha 57 anos quando foi emboscado e morto a tiros em frente ao próprio escritório no bairro Bosque da Saúde, na capital mato-grossense, em 2023. A vítima foi atingida pelo menos dez vezes antes de descer do carro que dirigia. Equipes de emergência chegaram a atender o advogado, mas ele não resistiu e morreu no local.

O advogado representava a parte contrária ao suposto mandante na disputa judicial pelas terras. Segundo os investigadores, a família dos acusados estava em posse do terreno, no município de Paranatinga, a 411 km da capital do estado, há mais de 20 anos. De acordo com a polícia, o produtor rural decidiu executar o advogado quando percebeu que perderia a causa. Outras três pessoas foram indiciadas pelo crime, o executor, o intermediário e o financiador.

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Todos, exceto o suspeito de ser o mandante, estão presos. No caso dele, há o cumprimento de medidas cautelares, incluindo monitoramento por tornozeleira eletrônica, desde março deste ano. À época, o fazendeiro chegou a cumprir prisão temporária, mas foi liberado em seguida.

No mês seguinte, a polícia realizou buscas nos celulares dele e da esposa para verificar a possibilidade de participação dela no crime. Apesar disso, nenhum indício foi encontrado. Segundo a DHPP, o casal havia trocado de aparelhos desde o assassinato.

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Morto a tiros em frente ao próprio escritório

Na semana passada, foi a vez de Renato Gomes Nery ser assassinado. O autor dos disparos ainda não foi identificado pela polícia. O intervalo entre os dois crimes é de menos de um ano. Dez dias antes de ser morto, Nery abriu representação na OAB-MT denunciando condutas supostamente inadequadas de colegas em disputas judiciais sobre posse de terras.

Ao longo da semana, a presidente da OAB-MT, Gisela Cardoso, tem pedido celeridade nas investigações. “Todo crime deve ser solucionado com agilidade, sem exceção. São vidas ceifadas, porém, neste caso, esta é a segunda ocorrência sequencial com características de execução, dentro da advocacia. Há um apelo muito grande da advocacia, que está muito preocupada com os fatos”, declarou em coletiva de imprensa.


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