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De cada 10 brasileiros que vivem em clínicas psiquiátricas, oito são homens, diz IBGE

Grupo etário mais frequente nessas instituições foi a faixa entre 40 e 49 anos, com participação de 23,5%, segundo Censo 2022

Cidades|Clarissa Lemgruber, do R7, em Brasília

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19,5 mil homens vivem em clínicas psiquiátricas Fábio Pozzebon/ Agência Brasil - arquivo

Em 2022, das 24.287 pessoas que moravam em clínicas psiquiátricas, comunidades terapêuticas e similares no Brasil, 80,4% eram homens. O valor corresponde a aproximadamente 19,5 mil pessoas. Os dados são do Censo Demográfico 2022 - Tipos de domicílios coletivos, improvisados, de uso ocasional e vagos, divulgado nesta sexta-feira (6) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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O Censo não investiga a relação do morador do domicílio coletivo com o estabelecimento. Sendo assim, um morador de uma clínica pode ser um paciente, o proprietário, um funcionário, um familiar do proprietário ou qualquer outra pessoa que por qualquer motivo resida lá.

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Segundo o estudo, nas clínicas psiquiátricas e similares, o grupo etário mais frequente foi a faixa entre 40 e 49 anos, com participação de 23,5%.

O levantamento classifica os domicílios coletivos como uma instituição ou estabelecimento onde a relação entre as pessoas que nele se encontravam era regida por normas de subordinação administrativa.

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Além das clínicas psiquiátricas, são exemplos de domicílios coletivos penitenciárias, asilos, hotéis, pensões, alojamentos, abrigos, orfanatos, entre outros.

Moradores de domicílios coletivos em 2022 Luce Costa/Arte R7

Taxa de analfabetismo

Segundo o estudo, 28,7% dos moradores de clínicas psiquiátricas, comunidades terapêuticas e similares com mais de 15 anos são analfabetos. Entre os domicílios coletivos, esse grupo é o terceiro com uma proporção maior de analfabetos.

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Taxa de analfabetismo Luce Costa/Arte R7

Nesses locais, a taxa de média de analfabetismo é elevada, mas a diferença em relação à população em geral fica ainda mais acentuada quando o indicador é desagregado por grupos de idade.

No grupo entre 20 e 29 anos, a taxa de analfabetismo entre moradores de clínicas psiquiátricas atingiu 15,1%. A faixa etária com a maior proporção de analfabetos nesses locais é entre 50 e 59 anos. O índice chega a 35,4%, bem superior ao da população brasileira na mesma faixa etária (9,7%).

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Analfabetismo entre presidiários

O estudo mostrou também que a taxa de analfabetismo nas penitenciárias foi de 6,6% em 2022, ligeiramente inferior ao verificado no total da população brasileira (7%). No entanto, segundo o IBGE, é preciso considerar que os domicílios desse tipo têm uma concentração de moradores na faixa etária entre 20 e 39 anos, grupo etário no qual a taxa de analfabetismo, na população em geral, é bastante reduzida (1,6%). Entre os moradores de presídios, esse indicador foi de 5,1%.

Desagregando a taxa de analfabetismo por grupos de idade, verifica-se que os moradores das penitenciárias tinham uma taxa de analfabetismo mais elevada que o conjunto da população, para cada grupo de idade analisado.

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