Folha Vitória Estudos apontam que a fé colabora no tratamento e cura de pacientes

Estudos apontam que a fé colabora no tratamento e cura de pacientes

Independentemente da religião, a fé libera defesas naturais do organismo. De acordo com o especialista, este sentimento prepara o corpo para lidar melhor com a dor e as dificuldades do tratamento.

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Foto: Divulgação/DINO
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De acordo com uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, pela Universidade de Duke, na Carolina do Norte, foi comprovado que pacientes que praticam a religiosidade apresentam 40% menos chances de sofrerem depressão durante o tratamento não apenas do câncer, mas das doenças em geral. Ao que tudo indica com o estudo, a fé aumenta o sistema imunológico.

  As informações são do psiquiatra Harold Koenig, diretor do Centro de Estudo da Religião, Espiritualidade e Saúde, da Universidade de Duke. Ele apontou que, independentemente da religião, a fé libera defesas naturais do organismo. De acordo com o especialista, este sentimento prepara o corpo para lidar melhor com a dor e as dificuldades do tratamento.   A pesquisa, coordenada por Koenig, realizou pesquisa com 4 mil pessoas com idade acima de 60 anos que seguiam diferentes credos. O resultado do trabalho demonstrou que a fé também proporciona uma vida mais longa. Seis anos depois da pesquisa ter sido iniciada, foi verificado que menos da metade dos indivíduos que não tinham uma crença religiosa estava viva. Em contrapartida, 91% dos seguidores de alguma religião permaneciam saudáveis.   O promotor de eventos Leonardo Reis, 40 anos, entrou em depressão profunda com a chegada da pandemia do Coronavírus. Após ser submetido às regras de lockdow, ele perdeu seu emprego, visto que o setor de eventos foi um dos mais afetados. Depois de longos dias de sofrimento, Reis passou a acompanhar, através da internet, uma plataforma com orações diárias. “Comecei a ver os vídeos com mensagens positivas diariamente e, além de usufruir deste conteúdo, comecei a encaminhar os vídeos para que meus amigos também pudessem orar e refletir. Isso me ajudou a sair da depressão e hoje sou pleno e feliz”, conta. Após esse período de crise, Leonardo reis descobriu outra forma de trabalho: a criação de um canal no Youtube chamado “Hora drive” para falar sobre carros.   Outra história de sucesso é de Vera Emilia Chiavelli Teruel, que foi diagnosticada com um câncer de mama há 33 anos. Ela conta que, na época, já sabia que ia ser curada e procurou manter a positividade para não preocupar seu marido e filhos. “Eu fui forte pois sempre soube que existe um Deus que cuida de tudo e de todos”. Após realizar a cirurgia de mastectomia, que é a retirada da mama, e ouvir de seu médico que estava curada, Vera decidiu ajudar outras mulheres que passam pelo mesmo problema. Junto com uma amiga, fundou o Grupo Viva Melhor. O trabalho de acolhimento cuida da mulher tanto na parte estética quanto na parte emocional. O grupo de apoio realiza doação de prótese externa, empréstimo de perucas, visita hospitalar, palestras e campanhas de prevenção. Além disso, Vera sempre procura passar para estas mulheres a importância de manter a fé e a oração para enfrentar o momento de maneira mais leve.   Enfrentar uma doença grave não é tarefa fácil. Pior ainda para quem passa por isso duas vezes. É o caso de Kelly Fernandes da Cunha, de 40 anos. Ela é portadora de fibrose cística, uma doença genética, crônica e progressiva que afeta múltiplos órgãos, como pulmões, pâncreas, rins, fígado, aparelho digestivo, intestino e seios da face. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pneumologia (SBPT), algumas das consequências típicas da Fibrose Cística são pneumonia de repetição, sinusite frequente, tosse crônica, dificuldade de ganhar peso e cansaço para realizar atividades simples. Kelly conta que passou por tudo isso com ajuda de sua fé e de muitas orações. Há 13 anos precisou realizar um transplante de pulmão. Devido a grande quantidade de medicamentos que ela toma até hoje para evitar rejeição, Kelly precisou realizar, há um mês, o transplante de rim. Transplantada duas vezes, ela faz questão de comentar: “Nunca podemos desistir dos nossos sonhos e, principalmente da nossa vida. Precisamos sempre lembrar que Deus está do nosso lado”.   Em 1988, a Organização Mundial de Saúde (OMS), incluiu a dimensão espiritual no conceito multidimensional de saúde, remetendo a questões como significado e sentido da vida, e não se limitando a qualquer tipo específico de crença ou prática religiosa. Com isso, a OMS aponta a espiritualidade como um fator positivo na saúde psíquica, social, biológica e de promoção do bem-estar do ser humano.   Todos estas histórias de sucesso foram contadas na conta de Instagram: @ConselhosdeGracienne, que foi criada com o objetivo de ajudar as pessoas através de depoimentos de superação e fé. A conta foi criada há 6 meses e, semanalmente, posta testemunhos de pessoas que foram curadas com ajuda da positividade e da espiritualidade. Gracienne Myers, condutora do canal, também utiliza suas próprias histórias de vida para inspirar pessoas que passam por problemas parecidos.

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