Folha Vitória Você já ouviu falar em dor no nervo trigêmeo? Entenda

Você já ouviu falar em dor no nervo trigêmeo? Entenda

Síndrome costuma aparecer em pessoas maiores de 40 anos. Segundo especialistas, essa é uma das piores dores relatadas pelos pacientes

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Foto: divulgação/freepik
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Imagine conviver com uma dor crônica mais intensa que a de cólica renal e de trabalho de parto? Essa é a difícil realidade dos pacientes com neuralgia do trigêmeo (NT), síndrome rara que acomete 25 a cada 100 mil pessoas.

O nervo trigêmeo é o responsável por controlar a sensibilidade da face e possui ramificações nos olhos, maxilar e mandíbula. O médico especialista em dor crônica André Félix explica que as crises de dor na face geralmente duram de segundos a alguns minutos.

“A neuralgia do trigêmeo é caracterizada por uma dor lancinante. A causa pode estar relacionada a uma artéria que comprime o nervo trigêmeo, mas também a lesões por conta de tumores; infecções virais, como herpes zoster. A NT compromete muito a qualidade de vida do paciente, haja vista que os gatilhos para a dor são atividades do cotidiano como falar, mastigar, escovar os dentes, fazer a barba, coçar o rosto e até sorrir”, enumera.

A NT tem como principal sintoma a dor aguda, intensa, tipo choque ou pontadas penetrantes no rosto. O especialista em dor crônica comenta que a dor geralmente acontece de um dos lados da face, podendo atingir um ou mais dos três ramos do nervo trigêmeo que inervam a parte inferior do rosto na região da mandíbula, ou a maçã do rosto, ou a região ao redor do olho.

Noventa e sete por cento dos portadores da doença disseram que a dor da NT afetou muito/terrivelmente a qualidade de vida, segundo dados divulgados pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). André reforça a importância de uma anamnese para o diagnóstico da doença. “O diagnóstico leva em consideração a história clínica do paciente e também a realização de exame físico. A primeira opção de tratamento é sempre a via medicamentosa para controle da dor”, comenta.

O médico explica que, caso os remédios não controlem as crises de dor ou tenham efeitos colaterais intoleráveis, é possível aderir a outras vias terapêuticas como os bloqueios. “Estamos falando de uma doença crônica, por isso, alguns pacientes podem voltar a piorar com o passar do tempo”, esclarece. 

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