Portal Correio Especialista do Unipê explica o que é imunidade

Especialista do Unipê explica o que é imunidade

A Covid-19 mudou substancialmente a forma como é vista a saúde dos indivíduos. E em tempos nos quais a busca por saúde é um imperativo na humanidade, ainda há desconhecimento por muitas pessoas sobre o que é a imunidade humana – basicamente, mecanismos que o corpo possui para se proteger contra agentes estranhos (antígenos). A […]

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A Covid-19 mudou substancialmente a forma como é vista a saúde dos indivíduos. E em tempos nos quais a busca por saúde é um imperativo na humanidade, ainda há desconhecimento por muitas pessoas sobre o que é a imunidade humana – basicamente, mecanismos que o corpo possui para se proteger contra agentes estranhos (antígenos).

A farmacêutica e Profa. Dra. Narlize Silva Lira Cavalcante, do curso de Farmácia do Unipê, explica mais: a imunidade nos protege contra infecções, e, assim, problemas com ela nos deixam mais suscetíveis a doenças. Assim, o sistema imunológico é capaz de identificar patógenos e ativar mecanismos de defesa para combater a infecção. “Esse sistema que garante a imunidade é formado por um conjunto de moléculas, células, tecidos e órgãos que trabalham de forma a garantir a defesa e o equilíbrio do corpo”, diz.

Narlize diferencia a imunidade inata e adaptativa. A inata se forma na vida uterina. Ao nascer, o bebê está com seu organismo protegido por ela. “Ela apresenta uma resposta rápida e é representada por barreiras biológicas, químicas e físicas (pele, membranas e secreções) e células especializadas. Para que essa imunidade seja capaz de agir, não é necessário um contato anterior com agentes agressores. Além disso, ela não é específica para um determinado antígeno”, coloca.

Já a imunidade adaptativa é mais especializada, bastante específica e mais lenta (e não está presente desde o nosso nascimento, é adquirida durante nossa vida). “Ela será ativada quando a imunidade inata não for suficiente para barrar um determinado antígeno, ocorrendo então uma série de eventos que desencadeiam a síntese de proteínas e a ativação de determinadas células. Essas células ingerem os invasores ou os decompõem em fragmentos, eliminando-os do organismo”, pontua.

Quando a imunidade está alta significa que o nosso corpo está forte e livre de doenças e disfunções. Já quando está baixa as nossas defesas também declinam: o sistema não consegue combater as infecções (vírus e bactérias), podendo fazer com que fiquemos doentes com mais frequência e tenhamos sintomas e sinais.

Entre esses sinais e sintomas, os principais são: infecções recorrentes, como amigdalite ou herpes; doenças simples, mas que demoram a passar ou que se agravam facilmente, como uma gripe; febre frequente e calafrios; olhos frequentemente secos; cansaço excessivo; náuseas e vômitos; diarreia por mais de duas semanas; manchas vermelhas ou brancas na pele; e queda acentuada de cabelo.

“Por isso, ao perceber qualquer um desses sintomas é importante adotar medidas que ajudem a fortalecer a imunidade, por exemplo, ter uma alimentação saudável, já que alguns alimentos são capazes de fortalecer e estimular as células de defesa do corpo”, pontua Narlize, sugerindo adotar hábitos de vida saudáveis para garantir uma boa imunidade, como a prática de exercícios físicos.

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