5 coisas que você precisa saber sobre chikungunya

A doença que ficou popular no Brasil em 2014 pode trazer complicações no longo prazo; entenda os riscos segundo a Fundação Oswaldo Cruz e o Médico sem Fronteiras 

Chikungunya pode trazer complicações no longo prazo

Chikungunya pode trazer complicações no longo prazo

Pixabay

Apesar de a chikungunya ter ficado popular no Brasil somente em 2014, a primeira notícia que se tem sobre o vírus é de 1952, na Tanzânia.  Diferente de outros males provocados pelo mosquito Aedes aegypti, a chikungunya pode trazer complicações a longo prazo nas articulações e limitação de movimentos, além de problemas neurológicos. Veja agora 5 informações importantes sobre a doença:

1) Três fases
A infecção pelo vírus (CHIKV) tem o primeiro momento agudo, que dura cerca de 14 dias e costuma provocar febre e dores nas articulações, além de manchas pelo corpo. Após a fase aguda, o paciente entra em uma fase chamada subaguda, que leva cerca de três meses podendo evoluir para a fase crônica.

2) Após ser infectado, o paciente fica imune
Uma vez em contato com o vírus da chikungunya, o paciente fica imune pelo resto da vida.

3) Os sintomas se manifestam entre 2 e 12 dias após a picada
Neste período, conhecido como incubação, a pessoa apresenta febre alta, dores intensas nas articulações, dores na cabeça, nos músculos e em alguns casos manchas vermelhas na pele.

4) Nem todos os casos apresentam sintomas
Cerca de 30% dos pacientes que contraem o vírus não apresentam sintomas, porém os sintomas principais são: febre; dores intensas nas juntas, em geral bilaterais (joelho esquerdo e direito, pulso direito e esquerdo, etc); pele e olhos avermelhados; dores pelo corpo; dores de cabeça; náuseas e vômitos.

5) Grupos de risco de quadros mais graves
Faixa etária neonatal; pessoas com mais de 65 anos; gestantes com a presença do vírus que possam transmitir ao recém-nascindo no momento do parto; pessoas com histórico de convulsão febril, diabetes, asma, insuficiência cardíaca, alcoolismo, doenças reumatológicas, anemia falciforme, talassemia e hipertensão.  Outro ponto que pode agravar é o uso de alguns fármacos em altas doses.

Fontes:

Chikungunya: causas, sintomas, tratamento e prevenção. Ministério da Saúde
http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/chikungunya. Acesso em 27 de setembro de 2019.

Chikungunya. Médicos Sem Fronteiras, 2019. Disponível em: https://www.msf.org.br/o-que-fazemos/atividades-medicas/chikungunya. Acesso em 2 de agosto de 2019.

Chikungunya: sintomas, transmissão e prevenção. Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), 2019. Disponível em:
https://www.bio.fiocruz.br/index.php/chikungunya-sintomas-transmissao-e-prevencao Acesso em 2 de agosto de 2019.

Saúde apresenta novo guia de manejo clínico para chikungunya. Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), 2016. Disponível em:  https://portal.fiocruz.br/noticia/saude-apresenta-novo-guia-de-manejo-clinico-para-chikungunya. Acesso em 2 de agosto de 2019.

Alerta Chikungunya. Prefeitura do Município de São Paulo, 2015. Disponível em:  https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/chamadas/chikungunya6_1424709359.pdf. Acesso em 6 de outubro de 2019.