Economia Alpargatas, dona da Havaianas, divulga prejuízo de R$ 21 milhões, e ações desabam

Alpargatas, dona da Havaianas, divulga prejuízo de R$ 21 milhões, e ações desabam

O desempenho mostra a reação do mercado à divulgação, na véspera, dos resultados da empresa no quarto trimestre de 2022

  • Economia | Do R7

Fabricante das Havaianas, a Alpargatas divulgou prejuízo de R$ 21 milhões

Fabricante das Havaianas, a Alpargatas divulgou prejuízo de R$ 21 milhões

Reprodução da Internet

As ações da Alpargatas, fabricante das sandálias Havaianas, tiveram variação negativa durante toda a sessão da bolsa desta sexta-feira (10). Esse desempenho mostra a reação do mercado à divulgação, na véspera, dos resultados da empresa no quarto trimestre de 2022, período em que foi registrado o prejuízo líquido consolidado de R$ 21 milhões.

No mesmo período de 2021, a companhia lucrou R$ 303,1 milhões. Entretanto, disse que não há base para comparação, devido à aquisição de participação na Rothy’s e à venda da Osklen. No ano, o lucro líquido societário foi de R$ 109 milhões.

Pela manhã, às 10h58 no horário de Brasília, os papéis da Alpargatas caíam 10,70% na B3, cotados a R$ 10,52. No meio do dia, às 12h38, a queda foi mais acentuada, de 21,90%, com as ações valendo R$ 9,20. Quase no fim do dia, às 16h26, a cotação era de R$ 9,76, com recuo de 17,15%.

No último trimestre de 2022, a Alpargatas registrou R$ 152,6 milhões de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) — 15,2% menor na comparação anual, com queda de três pontos porcentuais na margem.

Segundo o documento de divulgação dos resultados, esse recuo reflete a queda de volume no Brasil e o aumento das despesas comerciais e de marketing. O Ebitda societário registrou R$ 47 milhões, o que representa uma queda de 72%.

A receita líquida da empresa, por sua vez, subiu 3,2% de um ano para o outro e chegou a R$ 1,103 bilhão.

A posição financeira líquida da dona da Havaianas ficou negativa no encerramento do quarto trimestre de 2022, em R$ 612 milhões, o que se deve ao aumento dos estoques de matérias-primas e dos produtos acabados, à variação da linha de contas a receber e à intensificação dos investimentos estratégicos, informou a companhia. 

“Nossa performance operacional desapontou. Os desafios de custos e operações pressionaram os resultados financeiros, que ficaram abaixo das nossas expectativas. Viemos de um 2021 com crescimento robusto de volume nos nossos principais mercados, projetávamos restrição de capacidade fabril e começávamos a enfrentar pressão nas margens, com a escalada dos custos de matéria-prima”, disse a empresa em um comunicado, ressaltando o fato de ter terminado 2022 com suas principais vantagens competitivas preservadas.

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