Economia Boeing inicia voos de teste com o 737 MAX nesta segunda-feira

Boeing inicia voos de teste com o 737 MAX nesta segunda-feira

Campanha de teste de certificação com a aeronave impedida de voar após dois acidentes fatais terá duração de três dias

Reuters - Economia
Acidentes com o 737 MAX que mataram 346 pessoas

Acidentes com o 737 MAX que mataram 346 pessoas

Gary He/EPA - EFE - 21.7.2019

Pilotos e tripulantes da Administração Federal de Aviação dos EUA e da Boeing estão programados para iniciar uma campanha de teste de certificação com duração de três dias para o 737 MAX começando na segunda-feira (29).

O teste é um momento crucial na pior crise corporativa da Boeing, já agravada pela pandemia da covid-19, que reduziu as viagens aéreas e a demanda.

A decisão de manter no chão as aeronaves 737 MAX em março de 2019, depois que acidentes mataram 346 pessoas na Etiópia e na Indonésia, provocou ações judiciais, investigações do Congresso e do Departamento de Justiça e cortou uma fonte importante de renda da Boeing.

Veja também: Funcionários desconfiavam do Boeing 737 Max

Depois de um briefing pré-vôo por várias horas, a tripulação embarcará em um 737 MAX 7 com equipamento de teste no Boeing Field, perto de Seattle, disse uma das pessoas com conhecimento no assunto.

A equipe executará metodicamente alguns cenários roteirizados no ar, como curvas acentuadas e também manobras mais extremas em uma rota principalmente sobre o Estado de Washington.

Leia mais: 'Deveríamos ter tirado 737 MAX do ar após 1ª queda', diz Boeing

O plano ao longo de pelo menos três dias pode incluir aterrissagens no aeroporto da região leste de Washington, em Moses Lake, e uma rota ao longo da costa do Oceano Pacífico, ajustando o plano de vôo e o tempo necessário para o clima e outros fatores, disse uma das fontes.

Os pilotos também acionarão intencionalmente o agora reprogramado sistema de características de manobra, conhecido como MCAS, que falhou nos dois acidentes aéreos.

A Boeing e a  Administração Federal de Aviação dos EUA se recusaram a comentar o assunto.

Últimas