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Chairman do PicPay elogia gestão de Campos Neto no BC e cita perfil ‘ponderado’ de Galípolo

Especialistas dizem que novo presidente da autarquia poderá enfrentar entraves durante a nova gestão, como pressões políticas

Economia|Do R7

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Para ele, escolha do novo titular do BC foi 'excepcional' Edilson Rodrigues/Agência Senado - 10.8.2023 e Roque de Sá/Agência Senado - 8.10.2024

O chairman da PicPay, José Antônio Batista, classificou como ‘otimista’ o momento econômico do país e destacou a fase positiva da economia nacional. A fala aconteceu em um painel do Fórum Esfera Internacional de Roma, realizado na capital italiana nesse sábado (12). Além disso, Batista elogiou o trabalho de Roberto Campos Neto à frente do Banco Central e classificou Gabriel Galípolo como uma “escolha excepcional”. “Eu acho que o Campos Neto fez um excelente trabalho. A sucessão pelo Galípolo foi uma escolha excepcional; acho que ele será uma pessoa ponderada que continuará fazendo todo o trabalho”, afirmou.

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A segunda edição do evento visou celebrar os 150 anos de imigração italiana no Brasil, ressaltando a importância do legado italiano e reafirmando o compromisso de ambas as nações. Batista foi um dos convidados e, entre os pontos destacados, mencionou o baixo nível de desemprego, ressaltando que os índices estão superando as expectativas dos analistas. “O empresário no Brasil tem que ser otimista porque o dia a dia apresenta muitas complexidades. No próximo ano, nossa economia seguirá boa”, afirmou.

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Além disso, ele avaliou a presença da empresa no mercado nacional e como o Pix se iniciou com o PicPay em 2012. Segundo ele, o sistema já permitia o pagamento 24 horas por dia, 7 dias por semana e sem custo. “É o Pix antes do Pix. Quando começou, perguntamos: será que vamos brigar contra ele ou abraçá-lo? Nós o abraçamos e, imagine, hoje 11% de todo o Pix do Brasil já é feito pelo PicPay”, afirmou.

Troca no BC

Indicado pelo presidente Lula para comandar o Banco Central, Gabriel Galípolo passou por mais de quatro horas de sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado no dia 8 de outubro e foi aprovado por unanimidade. Logo depois, a indicação foi aprovada pelo plenário do Senado. Apenas cinco senadores foram contrários à indicação.

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De acordo com especialistas, o novo presidente do BC poderá enfrentar entraves durante a nova gestão, entre eles pressões políticas, questões fiscais e a discussão da PEC 65/2023, que propõe transformar a instituição em uma empresa pública. Especialistas ouvidos pelo R7 apontam que, agora, o impacto da indicação ainda é pequeno. No início, o novo chefe do banco terá que convencer economistas do setor financeiro sobre a manutenção da autonomia e da credibilidade da autarquia.

O doutor em economia Riezo Almeida explica que, mesmo com a independência formal do BC assegurada por lei, como Galípolo conduz as interações com o governo demonstrará a autonomia, na prática. “Há uma expectativa de que, apesar da pressão por uma redução mais rápida das taxas de juros, ele adote uma postura equilibrada, respondendo aos indicadores econômicos e às metas inflacionárias, ou seja, com um viés mais técnico do que político”, completou.

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Para especialistas, economistas do setor financeiro estarão atentos às primeiras decisões do novo presidente, assim como ao grau de transparência e técnica com que ele conduzirá a política monetária.

“O mercado enxerga com otimismo a capacidade de diálogo de Galípolo. Ele construiu uma sólida reputação em seus cargos anteriores, mostrando habilidade em transitar entre diferentes setores e equilibrar interesses. Essa competência será essencial para garantir a estabilidade econômica nos próximos anos”, argumenta a especialista em planejamento financeiro Gabriela Paixão.

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Segundo o economista Hugo Garbe, manter a confiança dos investidores e garantir a estabilidade monetária em um ambiente econômico que ainda visa conter a inflação também estão entre os desafios para Galípolo.

“O mercado financeiro pode reagir inicialmente com cautela, especialmente devido ao histórico de Galípolo e seu alinhamento com o governo. O mercado está atento à possibilidade de interferência política na condução das decisões do Banco Central”, disse.

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