Economia Clientes já podem compartilhar dados com outros bancos

Clientes já podem compartilhar dados com outros bancos

Open banking busca permitir que as instituições financeiras disponibilizem produtos adaptados para cada cliente

  • Economia | Do R7

Open banking já envolve mais de 100 instituições

Open banking já envolve mais de 100 instituições

Reprodução/OpenBankingBrasil

A segunda fase do open banking passou a valer nesta sexta-feira (13) e já autoriza que os clientes bancários compartilhem seus dados gratuitamente com outras instituições financeiras para obter produtos adequados ao seu perfil.

A nova etapa do programa envolve todos os 11 grandes bancos instalados no Brasil, que tiveram a participação exigida pelo BC (Banco Central), e mais cerca de 100 instituições que optaram por ingressar no open banking por vontade própria.

Neste primeiro momento, o compartilhamento envolve os dados cadastrais dos clientes e, a partir do próximo mês, ficará autorizada a disponibilização de informações transacionais, como saldos, limites e extratos. Na última parte do programa, entram as operações de crédito.

De acordo com o BC (Banco Central), o compartilhamento é seguro e só pode ser realizado mediante a autorização do cliente, que também pode cancelar a permissão a qualquer momento.

“Participam do open banking apenas instituições reguladas, autorizada e supervisionadas pelo Banco Central, que são obrigadas a seguir todas as regras que regem o sistema financeiro nacional, inclusive a lei do sigilo bancários”, garante o diretor de regulação do BC, Otávio Ribeiro Damasso.

De acordo com Damasso, a medida busca levar mais comodidade aos clientes bancários a partir da facilitação do acesso a produtos e serviços como empréstimos e cartões de crédito, que poderão ser oferecidos por outras instituições em condições semelhantes ou melhores às concedidas por bancos com os quais o consumidor já se relaciona. Há também a possibilidade de sejam disponibilizados produtos e serviços adaptados ao perfil de cada cliente.

“Nós estamos criando algo novo e abrindo possibilidades para novos negócios, para que as instituições utilizem esses dados para trazer benefícios aos usuários”, explica Luana Soratto, coordenadora do grupo de trabalho responsável pelo projeto do open banking no Brasil.

Ao mencionar um caso prático, Luana cita o exemplo de um consumidor em busca de um financiamento que pode ter uma oferta de crédito mais atrativa mediante à revelação dos dados bancários com outra instituição. “Quando a gente conhece o histórico, sabe que pode confiar na pessoa e que dá para oferecer algo mais”, aponta ela. 

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