Economia Dólar supera R$ 5,57 com foco em juros nos EUA e riscos domésticos


Dólar supera R$ 5,57 com foco em juros nos EUA e riscos domésticos


Moeda avançou 0,59%, a R$ 5,5712 na venda, e, na máxima do dia, foi a R$ 5,5743, alta de 0,65%, maior desde 16 de abril 

Reuters
Às 14h45, o dólar avançava 0,59%, a R$ 5,5712 na venda

Às 14h45, o dólar avançava 0,59%, a R$ 5,5712 na venda

REUTERS/Yuriko Nakao

O dólar rondava as máximas da sessão na tarde desta quarta-feira (13), chegando a superar os R$ 5,57 em meio à antecipação de apostas de aperto monetário nos Estados Unidos e a um cenário doméstico persistentemente arriscado.

Às 14h45, o dólar avançava 0,59%, a R$ 5,5712 na venda, e, na máxima do dia, foi a R$ 5,5743, alta de 0,65%. A última vez que o dólar fechou um pregão acima dos R$ 5,57 foi em 16 de abril deste ano (R$ 5,5856).

Fernando Bergallo, diretor de operações da assessoria de câmbio FB Capital, disse que esse movimento tem como pano de fundo crescentes expectativas de redução de compras de ativos pelo Federal Reserve, o Banco Central americano, já no mês que vem, com o mercado também antecipando apostas para altas de juros na maior economia do mundo, o que é amplamente visto como prejudicial para moedas de países emergentes.

Nesta quarta-feira, o mercado futuro dos EUA precificou um aperto monetário até setembro do ano que vem depois que dados mostraram avanço nos preços ao consumidor norte-americano no mês passado.

E "notícia ruim para justificar a alta do dólar é o que não falta", disse Bergallo, apontando que o ambiente doméstico de persistentes incertezas políticas e fiscais, com o mercado temendo desrespeito do teto de gastos pelo governo para o ano que vem, também justifica os atuais patamares da moeda norte-americana. "O câmbio é um termômetro da confiança."

Ele ressaltou que espera "muita volatilidade intradiária (no mercado de câmbio) daqui até o final do ano" em meio a aumento de demanda por dólares comum no período.

Últimas