Economia Gasto com nova rodada do auxílio emergencial supera R$ 26 bilhões

Gasto com nova rodada do auxílio emergencial supera R$ 26 bilhões

Valor equivale a 60% do orçamento previsto para as quatro parcelas, mas benefício deverá ser prorrogado até outubro

Benefício deve ser prorrogado com mais três parcelas

Benefício deve ser prorrogado com mais três parcelas

Marcelo Camargo/Agência Brasil - 21.07.2020

O gasto do governo federal com o pagamento da nova rodada do auxílio emergencial já superou R$ 26,3 bilhões, o que equivale a 60% do orçamento de R$ 44 bilhões previstos para as quatro parcelas iniciais. O benefício deverá ser prorrogado até outubro, com os mesmos valores. O presidente Jair Bolsonaro deverá anunciar a ampliação e os recursos para as novas parcelas.

Nesta semana, foi encerrado o depósito da terceira parcela para todos os grupos. Foram beneficiadas 37 milhões de pessoas, sendo 27,3 milhões do CadÚnico e do aplicativo da Caixa, e 9,8 milhões do Bolsa Família.

Bolsonaro voltou a afirmar nesta quinta-feira (1º) que o benefício concedido pelo governo federal aos trabalhadores informais e população de baixa renda devido à pandemia de covid-19 pode ser renovado por mais dois ou três meses depois de agosto, quando termina 4ª parcela.

"Mais dois, três meses", disse Bolsonaro ao responder a uma pergunta sobre a possível renovação do auxílio durante sua transmissão semanal ao vivo pelas redes sociais.

O benefício é pago em quatro parcelas, com valor médio de R$ 250, exceção às mulheres chefes de família, que recebem R$ 375, e os indivíduos que moram sozinhos, que recebem R$ 150.

A prorrogação do auxílio ainda vai abrir mais espaço no Orçamento de 2021 para o lançamento da nova política social permanente, que vai suceder o Bolsa Família. O desenho do substituto do Bolsa Família precisa ser implementado até dezembro de 2021, porque a lei veda a adoção desse tipo de medida em ano de eleições.

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