Economia Gastos com Previdência deixam contas públicas no vermelho em agosto, diz Banco Central

Gastos com Previdência deixam contas públicas no vermelho em agosto, diz Banco Central

É o pior resultado para as contas do setor público brasileiro em 12 anos, informou o BC

Gastos com Previdência deixam contas públicas no vermelho em agosto, diz Banco Central

O dinheiro reservado pelo governo para pagar os compromissos não foi suficiente. As contas públicas fecharam o mês passado no vermelho em R$ 432 milhões - foi o primeiro resultado negativo para agosto em 12 anos. O rombo foi provocado, marjoritariamente, pelas despesas com a Previdência Social, infomou o BC (Banco Central) nesta segunda-feira (30).

O resultado foi bem pior que o esperado por analistas consultados pela reportagem, cuja expectativa apontava para saldo positivo de R$ 1,85 bilhão. Em julho, o País havia registrado superávit primário de R$ 2,28 bilhões.

Em 12 meses até agosto, a economia feita para pagamento de juros foi equivalente a 1,82 por cento do PIB (Produto Interno Bruto), longe da meta do governo neste ano de 2,3%.

O BC informou ainda que o déficit nominal (receitas menos despesas, incluindo pagamento de juros) ficou em R$ 22,303 bilhões no mês passado, enquanto a dívida pública representou 33,8% do PIB.

O déficit primário em agosto foi gerado pelo resultado negativo de R$ 55 milhões do governo central, formado pelo governo federal, BC e Previdência Social. Em agosto, as contas públicas foram afetadas pelo início do pagamento do 13º salário a aposentados e pensionistas, aumentando o rombo da Previdência que, segundo o BC, ficou em R$ 5,733 bilhões no mês passado.

Ainda segundo o BC, os Estados e municípios tiveram déficit de R$ 174 milhões no mês passado, enquanto que as empresas estatais tiveram saldo negativo R$ 203 milhões.

No acumulado do ano, o superávit primário soma R$ 54,013 bilhões, sendo R$ 37,441 bilhões feitos pelo governo central e R$ 16,774 bilhões economizados por Estados e municípios.

A meta cheia de superávit primário para este ano era de R$ 155,9 bilhões, ou cerca de 3,1% do PIB, mas o governo já reduziu a meta a 2,3%.

Os resultados fracos até agosto vieram também com o baixo dinamismo da receita, afetada pelo mau desempenho da atividade econômica do país, e altos gastos com custeio.