No Brasil, uma em cada cinco empresas empregadoras não sobreviveram ao primeiro ano de atividade. É o que aponta a pesquisa Demografia das Empresas e Estatísticas de Empreendedorismo, divulgada nesta quinta-feira (5) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os dados mostram que 79,6% das empresas geradoras de emprego que foram criadas em 2021 sobreviveram ao ano seguinte.Segundo o estudo, o índice de sobrevivência ao primeiro ano de atividade vem crescendo ao longo dos anos. Das empresas empregadoras que nasceram em 2017, 76,2% sobreviveram até 2018.A morte de empresa empregadora é um evento caracterizado pelo encerramento da atividade de empresas empregadoras ou interrupção de pelo menos 24 meses após o ano de referência; como também pela perda dos empregados, ainda que essas empresas constem como ativas nos cadastros.No estudo de 2022, foram identificadas 210,7 mil mortes de empresas empregadoras no ano de 2020. Com isso, a taxa de mortes ficou em 9%, menor percentual desde 2015 (12,2%). Essas empresas contavam com aproximadamente 774 mil assalariados, o que correspondia a 2,4% do total de assalariados no ano de referência.Em 2022, o Brasil registrou a criação de 405,6 mil empresas empregadoras, o maior valor desde 2017. A taxa representou 15,3% do total das companhias ativas, crescendo pelo segundo ano consecutivo, após queda de 12,8% para 10,7% entre 2019 e 2020. Em 2021, a taxa de criação foi de 13,8%.*Em atualização