Educação Com o início das aulas, Unicef alerta para baixos índices de alfabetização desde auge da pandemia

Com o início das aulas, Unicef alerta para baixos índices de alfabetização desde auge da pandemia

Número passou de 39,7% para 56,4%; governo federal lançou programa em 2023 visando aumentar taxa de alfabetização

  • Educação | Rafaela Soares, do R7, em Brasília

Índices pioraram durante a pandemia na Covid-19

Índices pioraram durante a pandemia na Covid-19

Tony Oliveira/Agência Brasília

Com o início das aulas, a Unicef (Fundo Internacional de Emergência das Nações Unidas para a Infância) emitiu um alerta para os baixos índices de alfabetização no Brasil. Segundo a organização, a alfabetização é uma etapa fundamental da trajetória escolar de crianças e adolescentes e por isso "precisa ser prioridade em todos os municípios brasileiros", ressalta a nota. Em 2023, o governo federal lançou o “Compromisso Nacional Criança Alfabetizada”, que quer assegurar que 100% das crianças brasileiras estejam alfabetizadas ao final do 2° ano do ensino fundamental.

O comunicado traz os dados mais atualizados da Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), de 2021, apontando que 56,4% das crianças do 2º ano do ensino fundamental da rede pública não tinham sido alfabetizadas na faixa etária esperada. O período foi um dos auges da pandemia de Covid-19 no país.

Segundo a organização, a situação se agravou ainda mais na pandemia, quando a taxa era de 39,7%. De acordo com a chefe de educação do Unicef no Brasil, Mônica Dias Pinto, os ciclos incompletos impactaram na trajetória escolar, causando reprovações e abandono das salas de aula.

“O estudante vai sendo reprovado uma, duas, três vezes, abandona a escola, tenta retornar e vai ficando em atraso escolar. Sem oportunidades de aprender, ele acaba sendo forçado a deixar definitivamente a escola", completa.

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Compromisso Nacional Criança Alfabetizada

O projeto foi lançado pelo governo federal em 2023. O objetivo é assegurar que 100% das crianças brasileiras estejam alfabetizadas ao final do 2º ano do ensino fundamental. O programa tem foco na recomposição das aprendizagens.

Um dos focos é o ensino da escrita e da leitura de crianças matriculadas no 3°, 4° e 5° ano e que foram afetadas pela pandemia.

Mônica ressalta que é importante observar propostas desenvolvidas em cada município. "É essencial, agora, acompanhar de perto a implementação desse programa, avaliando as propostas de alfabetização que estão sendo desenvolvidas em cada município e os resultados concretos delas na redução do analfabetismo no País”, defende.

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