Esquenta Enem Cruzeiro do Sul Virtual Redação Interativa: 30 anos após epidemia de HIV, o estigma ainda permanece, contribuindo para o aumento de casos

Redação Interativa: 30 anos após epidemia de HIV, o estigma ainda permanece, contribuindo para o aumento de casos

Correção gratuita com professores especialistas do Enem

30 anos após epidemia de HIV, o estigma ainda permanece, contribuindo para o aumento de casos

30 anos após epidemia de HIV, o estigma ainda permanece, contribuindo para o aumento de casos

Arte R7

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema HIV: 30 ANOS APÓS A EPIDEMIA, O ESTIGMA AINDA PERMANECE, CONTRIBUINDO PARA O AUMENTO DE CASOS apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

INSTRUÇÕES PARA A REDAÇÃO
• O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
• O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
• A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que:
• Tiver até 7 (sete) linhas escritas, sendo considerada “texto insuficiente”.
• Fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo.
• Apresentar parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto.

REDAÇÃO TEXTO 1:

Estigma e discriminaçãoA Confederação Nacional da Indústria (CNI) protocolou na segunda-feira (03/02) uma ação que contestaa regra trabalhista que dá estabilidade a pessoas que vivem com o vírus HIV. A norma também abrange outras condições e doenças associadas a discriminação ou preconceito. Dois dias depois, o presidente Jair Bolsonaro gerou uma onda de críticas ao dizer quepessoas com HIV são uma "despesa para todos no Brasil".

As  falas  do  presidente  geraram  notas  de  repúdio  de  associações  ligadas  ao  combate  ao  preconceito contra quem vive com o vírus."Não será por meio da divisão, do preconceito e da ignorância que construiremos uma resposta eficaz à epidemia do HIV/AIDS. A principal lição em 40 anos de enfrentamento à Aids nos ensinou, sem qualquer dúvida, que o peso de estigma e discriminação na resposta social é a maior barreira ao controle da epidemia", afirmou o  Associação  Brasileira  Interdisciplinar  de  Aids  (Abia),  fundada  em  1987  pelo  sociólogo  Herbert  de  Souza,  o Betinho, e outros ativistas."Ao  dizer  que  as  pessoas  vivendo  com  HIV  causam  prejuízo  à  sociedade,  o  presidente  autoriza tacitamente o estigma, a discriminação e a violação dos seus direitos humanos.

"A ONG também criticou a ação movida pela CNI."Para  a  ABIA,  as  duas  ações  estão  em  sintonia  já  que  ambas  reforçam  o  estigma,  o  preconceito  e  a discriminação contra as pessoas que vivem com HIV/Aids neste país."A CNI informou que "não cogita na ação a defesa de medidas discriminatórias por parte do empregador".

"A Constituição rejeita tal prática em diversas passagens do seu texto e há legislações que tornam essas diretrizes efetivas, seja quando anunciama vedação de práticas discriminatórias nas relações do trabalho, seja quando criminalizam atos específicos do empregador, como a exigência de teste e exame", diz a associação.

O  órgão  continua:  "A  Confederação  argumenta,  no  entanto,  que  a  jurisprudência do  TST  evoluiu  na direção de sempre presumir discriminatória a dispensa de empregado portador do HIV ou de doença grave que suscite estigma ou preconceito, se o empregador não demonstrou que o ato foi orientado por outra razão".Texto adaptado.

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-51390203

REDAÇÃO TEXTO 2:

A saúde não deve ser um privilégio dos ricos—o direito à saúde pertence a todosPostado: 21 de janeiro de 2020A cada dois minutos uma mulher morre ao dar à luz. Entre as pessoas deixadas para trás estão mulheres, adolescentes, pessoas vivendo com HIV, gays e outros homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, pessoas que  usam drogas injetáveis, transgêneros, migrantes,  refugiados e pessoas pobres.

“O direito à saúde está evadindo dos pobres e as pessoas que tentam sair da pobreza estão sendo esmagadas pelos custos inaceitavelmente altos dos cuidados de saúde. Os 1% mais ricos se beneficiam da ciência de ponta, enquanto os pobres lutam para obter assistência médica básica”, disse Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS.Quase  100  milhões  de  pessoas  são  levadas  à  extrema  pobreza  (definida  como  viver  com  US$1,90  ou menos por dia) porque precisam pagar por assistência médica e mais de 930 milhões de pessoas (cerca de 12% da população mundial) gastam pelo menos 10 % de seus orçamentos domésticos em saúde. Em muitos países, as  pessoas  não  recebem  assistência  médica  ou  recebem  assistência  médica  de  baixaqualidade  por  causa  de tarifas   inacessíveis   ao   usuário.

O   estigma   e   a   discriminação   negam   às   pessoas   pobres   e   vulneráveis, especialmente às mulheres, o seu direito à saúde.Toda semana, 6 mil mulheres jovens em todo o mundo são infectadas pelo HIV. Na África Subsaariana, quatro em cada cinco novas infecções por HIV entre adolescentes estão entre meninas adolescentes e as doenças relacionadas à AIDS são as maiores causas de morte de mulheres em idade reprodutiva na região.

Apesar do progresso significativona redução de mortes relacionadas à AIDS e novas infecções pelo HIV, houve 1,7 milhão de novas infecções pelo HIV em 2018 e quase 15 milhões de pessoas ainda estão esperando para receber o tratamento de HIV.“Os serviços de saúde financiados publicamentesão o maior equalizador da sociedade”, disse Byanyima. “Quando os gastos com saúde são cortados ou inadequados, são os pobres e marginalizados da sociedade, especialmente  mulheres  e  meninas,  que  perdem  o  direito  à  saúde  primeiro  e  precisam  arcar  com  o  ônus  de cuidar de suas famílias.”Oferecer cuidados de saúde para todos é uma escolha política que muitos governos não estão fazendo. Um fator importante de problemas de saúde é a negação dos direitos humanos. Segundo o Banco Mundial, mais de um bilhão de mulheres não têm proteção legal contra a violência doméstica e quase 1,4 bilhão de mulheres não possui proteção legal contra a violência econômica doméstica.

Em pelo menos 65 países, a relação sexual entre  pessoas  do  mesmo  sexo  é  um  crime.  Nos  últimos  anos, em  alguns  países,  as  repressões  e  restrições  a lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais aumentaram. O trabalho sexual é uma ofensa criminal em 98 países. Quarenta e oito países e territórios ainda mantém alguma forma de restrição relacionadasao HIV na entrada, estadia e residência. Um estudo recente sobre políticas de trabalho sexual em 27 países concluiu que aqueles  que  descriminalizaram  alguns  aspectos  do  trabalho  sexual  têm  uma  prevalência  significativamente menor de HIV entre profissionais do sexo.

Em 91  países,  os  adolescentes  exigem  o  consentimento  dos  pais  para  fazer  um  teste  de  HIV e  em  77 países exigem o consentimento dos pais para acessar serviços de saúde sexual e reprodutiva, criando barreiras para proteger os jovens da infecção pelo HIV. Uma das consequências disso é que a taxa de incidência do HIV entre jovens mulheres e meninas no leste e sul da África é duas vezes maior que a dos homens.

“Na próxima década, podemos acabar com a AIDS como uma ameaça à saúde pública e alcançar uma cobertura  universal  de  saúde.  Os  governos  devem  tributar  de  maneira  justa,  prestar  assistência  médica  de qualidade com recursos públicos, garantir os direitos humanos e alcançar a igualdade de gênero para todos —é possível”, disse Byanyima.

REDAÇÃO TEXTO 3:

Daniel Fernandes, 34, Criador de conteúdoQuando soube que vivia com HIV, a reação de Daniel Fernandes, que hoje tem 34 anos, foi serena. Um namorado  tinha  contraído  uma  IST  (infecção  sexualmente  transmissível)  e  Daniel  resolveu  acompanhá-lo  ao posto de saúde para fazer exames. Como estavam juntos, a médica decidiu testar os dois. O resultado foi que o namorado não tinha o HIV. Mas Daniel sim.

A médica achou que Daniel estava em choque, ao receber o resultado, dada a sua tranquilidade. Mas ele garante que não foi assim. “Eu estava bem, estava realmente bem. Para mim, não foi tão assustador quanto para a maioria das pessoas. Eu já tinha conhecimento de como era viver com HIV porque eu trabalhava como voluntário num Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), então eu estava tranquilo”, conta ele. “Mas o meu namorado não, estava desesperado, chorando horrores.

”Mas como é que alguém que trabalha num CTA, que tem toda a informação sobre o HIV e a AIDS, pode se infectar? “Bom, eu sou humano, né? E o ser humano nem sempre coloca em prática aquilo que sabe, infelizmente,  é  uma  realidade.  Mas  eu  realmente  recebi  a  notícia  de  boa.  Acho  que,  de  qualquer  forma,  a informação é muito importante para a gente poder ficar em paz, ficar mais tranquilo.

”Seguindo  o  conselho  do  irmão,  que  foi  seu  grande  companheiro  naquele  momento,  Daniel  resolveu adotar a máxima de “conhecer o inimigo” ainda mais. “Foi o que eu fiz. Fui atrás de informação, comecei a conhecer pessoas que viviam com HIV, pessoas que já tinham nascido com o vírus”, lembra Daniel. “E comecei a  ter  preocupações  que  não  tinha  antes:  comer  bem,  dormir  bem.  Quando  você  não  se  entrega  à  dor,  ao problema, fica mais fácil levar adiante.

E quando você se ama, é mais fácil vencer barreiras. O HIV deixou de ser um inimigo.”A tarefa agora era levar esse conhecimento para outras pessoas, inclusive dentro da família...Texto adaptado.

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