Educação Estudantes agradecem seus professores nas redes sociais

Estudantes agradecem seus professores nas redes sociais

Campanha promovida pela Unicef incentiva homenagem aos educadores. Pesquisa aponta o impacto da pandemia entre os profissionais

Professores terão um dia diferente com homenagens nas redes sociais

Professores terão um dia diferente com homenagens nas redes sociais

Pixabay

Neste dia dos professores, estudantes de todo o país são convidados a agradecer os educadores publicamente nas redes sociais. Uma campanha da Unicef incentiva o uso da #obrigadaço para que os estudantes possam demonstrar seu afeto e gratidão, principalmente diante dos esforços neste momento de pandemia.

De acordo com os dados do Unicef, a pandemia deixou cerca de 44 milhões de estudantes longe das salas de aula no Brasil e fez com que 2,2 milhões de professoras e professores tivessem, da noite para o dia, de se adaptar a uma nova maneira de dar aula.

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Praticamente sete meses de aulas suspensas, e escolas tiveram de rapidamente implantar as aulas remotas. Para Ítalo Dutra, chefe de Educação do Unicef no Brasil, a campanha é o reconhecimento por parte da sociedade desse esforço dos educadores.

Pesquisa

Uma pesquisa elaborada pela International School com o objetivo de mapear os principais desafios, ansiedades e dificuldades enfrentados pelos professores nesse período de pandemia aponta que 96,6% dos entrevistados relataram impacto, o que certamente contribuiu para o desgaste físico e emocional, enquanto 3,4% disseram que não tiveram prejuízos. 

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91,7% dos entrevistados informaram ter procurado ajuda psicológica durante esse período. A surpresa é quando perguntados o quão se sentem preparados emocionalmente desde o início da pandemia até os dias atuais, o cenário é positivo — 64,6% deles relataram que no início das aulas remotas se sentiam totalmente ou muito inseguros emocionalmente. Atualmente, 58,5% se sentem muito ou totalmente confiantes.

Com relação ao preparo para as aulas remotas, no início da pandemia em março, 52,9% deles se sentiam totalmente despreparados, ou muito pouco preparados tecnicamente. Agora, 82,4% deles se sentem extremamente ou muito confiantes com relação ao seu preparo técnico.

Aos mais de 300 professores indagados na pesquisa, 49,5% têm atuação direta na educação infantil, 63,40% no fundamental e 11,70% no ensino médio. O estudo foi elaborado em agosto com professores que lecionam em 26 Estados, contando com o Distrito Federal, em 118 cidades brasileiras.

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