Neste dia dos professores, estudantes de todo o país são convidados a agradecer os educadores publicamente nas redes sociais. Uma campanha da Unicef incentiva o uso da #obrigadaço para que os estudantes possam demonstrar seu afeto e gratidão, principalmente diante dos esforços neste momento de pandemia. De acordo com os dados do Unicef, a pandemia deixou cerca de 44 milhões de estudantes longe das salas de aula no Brasil e fez com que 2,2 milhões de professoras e professores tivessem, da noite para o dia, de se adaptar a uma nova maneira de dar aula.Leia mais: Professores temem retorno às escolas na quarta-feira em SP Praticamente sete meses de aulas suspensas, e escolas tiveram de rapidamente implantar as aulas remotas. Para Ítalo Dutra, chefe de Educação do Unicef no Brasil, a campanha é o reconhecimento por parte da sociedade desse esforço dos educadores. Uma pesquisa elaborada pela International School com o objetivo de mapear os principais desafios, ansiedades e dificuldades enfrentados pelos professores nesse período de pandemia aponta que 96,6% dos entrevistados relataram impacto, o que certamente contribuiu para o desgaste físico e emocional, enquanto 3,4% disseram que não tiveram prejuízos. Leia mais: Professores vestem até fantasia para chamar atenção dos alunos 91,7% dos entrevistados informaram ter procurado ajuda psicológica durante esse período. A surpresa é quando perguntados o quão se sentem preparados emocionalmente desde o início da pandemia até os dias atuais, o cenário é positivo — 64,6% deles relataram que no início das aulas remotas se sentiam totalmente ou muito inseguros emocionalmente. Atualmente, 58,5% se sentem muito ou totalmente confiantes. Com relação ao preparo para as aulas remotas, no início da pandemia em março, 52,9% deles se sentiam totalmente despreparados, ou muito pouco preparados tecnicamente. Agora, 82,4% deles se sentem extremamente ou muito confiantes com relação ao seu preparo técnico. Aos mais de 300 professores indagados na pesquisa, 49,5% têm atuação direta na educação infantil, 63,40% no fundamental e 11,70% no ensino médio. O estudo foi elaborado em agosto com professores que lecionam em 26 Estados, contando com o Distrito Federal, em 118 cidades brasileiras.