Educação Estudantes do interior de SP criam rede de apoio contra o ciberbullying

Estudantes do interior de SP criam rede de apoio contra o ciberbullying

Objetivo é tornar o espaço virtual mais inclusivo e também apoiar as vítimas que sofrem todos os tipos de discriminação

  • Educação | Alex Gonçalves, do R7*

Alanys Rodrigues Prates, 17 anos é fã dos jogos virtuais

Alanys Rodrigues Prates, 17 anos é fã dos jogos virtuais

Divulgação/Arquivo pessoal

Alanys Rodrigues Prates, 17 anos, é aluna do 2º ano do ensino médio técnico em Informática do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, e em conjunto com os colegas de classe, criou um projeto de combate ao cyberbullying em jogos online.

Desenvolvido dentro da plataforma Discord, o objetivo é tornar o espaço online mais inclusivo. O projeto, que teve inicialmente a proposta de proteger e apoiar meninas, hoje é mais abrangente por ajudar as vítimas que sofrem todos os tipos de discriminação.

“Também já fui uma vítima e hoje quero que possa existir um espaço de união”, relata a aluna. Todo o processo de criação foi realizado virtualmente por conta da pandemia da covid-19. “Por já estarmos familiarizados com a internet ficou mais fácil fazer as reuniões e colocar em prática as ideias propostas pelo grupo”, conta a estudante.

“Eu sempre gostei de jogos online, mas não tinha muito conhecimento da área de tecnologia, quando iniciei meus estudos no ensino técnico pude descobrir um mundo com novas possibilidades”, diz. Para a estudante os jogos online são "o momento de distração dos jovens, de sair do cotidiano, conhecer novas pessoas e fazer amizades." 

Problema social, bullying afeta metade das crianças do mundo

Embora seja um ambiente de entretenimento, é cada vez mais comum usuários serem bloqueados na internet por conter posturas de assédio e preconceito durante as partidas dos jogos virtuais. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos coloca o Brasil como o segundo país com a maior incidência de casos de cyberbullying no mundo.

Renata Barbosa é coordenadora de Projetos Educacionais do Senac São Paulo, a especialista lembra que as aulas remotas durante a pandemia foram um grande desafio. “A prática do cyberbullying mostra outras formas e mais desafiadora para os profissionais da educação”, conta. “É importante que o time de educadores esteja alinhado às diretrizes pedagógicas buscando informações e trazendo a conscientização necessária para todos os alunos”, conclui.

*Estagiário do R7 sob supervisão de Karla Dunder

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