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Eleições 2022
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Brasil registrou um caso de violência política a cada 26 horas em 2022

Levantamento das ONGs Justiça Global e Terra de Direitos mostra que episódios aumentaram 436% entre 2018 e 2022

Eleições 2022|Jéssica Moura, do R7, em Brasília


Urna eletrônica
Urna eletrônica

Com o acirramento da disputa eleitoral, o número de casos de violência política passou de 46 para 247 nos últimos quatro anos, um aumento de 436%. Em média, uma ocorrência foi registrada a cada 26 horas em 2022. Os dados são do levantamento feito pelas organizações não governamentais Terra de Direitos e Justiça Global. 

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Em 2022, o pico de casos se concentrou nos meses de agosto e setembro, que antecederam a votação em 2 outubro. Nesse período, foram registradas 121 ocorrências, o que corresponde a quase dois casos por dia.

No estudo, iniciado há seis anos, foram consideradas as situações envolvendo agentes políticos ou lideranças partidárias. As violações mapeadas pela pesquisa neste ano foram ameaças (85), ofensas (64), agressão (59), atentados (23), assassinatos (8), criminalizações (5) e invasões (3). 

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São Paulo é o estado que concentra a maior parte dos casos: 23 violações. Em segundo lugar no ranking está Minas Gerais, com 17 casos. Na sequência, aparecem Rio de Janeiro, com 15, e Bahia, com oito.

Em julho, o guarda civil Marcelo Arruda, 50 anos, foi morto a tiros em Foz do Iguaçu (PR) durante sua festa de aniversário com temática do PT. O policial penal federal Jorge da Rocha Guaranho, responsável pelo assassinato, está preso e é réu por homicídio duplamente qualificado. Segundo testemunhas, ele teria gritado "Aqui é Bolsonaro" antes de atirar. 

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Partidos

Quanto aos partidos políticos, três legendas acumularam mais de 10 denúncias cada uma. O PT, sigla do candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva, lidera a lista e foi alvo de pelo menos 21 violações, seguido pelo PSOL, com 17. Já o PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, somou 11 casos.

Nas eleições deste ano, os candidatos a deputado distrital, estadual e federal foram os principais alvos das agressões – 81 casos. Outro cargo visado foi o de presidente: políticos e lideranças partidárias sofreram pelo menos nove ataques.

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