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Eleições 2024: Ribeirão Preto, Canoas e Petrópolis lideraram em abstenções no 2º turno

Eleitores que não foram votar precisam justificar ausência até 7 de janeiro

Eleições 2024|Thays Martins, do R7, em Brasília

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Eleitores que não votaram precisam justificar ausência até 7 de janeiro Paulo Pinto/Agência Brasil

O segundo turno das eleições municipais deste ano teve uma taxa de abstenção de 29,26%, segundo balanço divulgado às 20h03 de domingo (27) pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O maior número de ausências foi em Ribeirão Preto (SP), onde 37,64% dos eleitores aptos não compareceram às seções eleitorais para votar. Na cidade, Ricardo Silva (PSD) foi eleito prefeito com uma diferença de 687 votos do concorrente Marco Aurélio (Novo).

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Também tiveram números acima dos 35% de abstenção Canoas (RS), 35,72%; Petrópolis (RJ), 35,69%; Franca (SP), 35,42%; e Aparecida de Goiânia (GO), 35,25%.

A capital com mais eleitores ausentes foi Porto Alegre, com 34,83% de faltosos. Por lá, Sebastião Melo (MDB) foi reeleito com 61,53% dos votos válidos na disputa com Maria do Rosário (PT).

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São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, bateu o próprio recorde de maior abstenção em um segundo turno. Na cidade, 31,54% dos eleitores deixaram de ir às urnas nesse domingo.

Na capital paulista, o número de pessoas que poderiam votar mas que não exerceram o direito foi superior à quantidade de pessoas que votou em Guilherme Boulos (PSOL). Enquanto 2.940.360 eleitores deixaram de votar, 2.323.901 votaram no candidato do PSOL.

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Ricardo Nunes (MDB) foi reeleito com 59,35% dos votos válidos contra 40,65% de Boulos.

A presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministra Cármen Lúcia, disse que houve um aumento na abstenção no segundo turno neste ano e que vai fazer estudos de aperfeiçoamento. “Até aqui temos entre 28% e 30% de abstenção. Tivemos casos climáticos, outros problemas. Vamos verificar e ver o que podemos aperfeiçoar. Vamos ter que apurar em cada local e trabalhar com os dados”, afirmou.

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Menores abstenções

Por outro lado, Fortaleza foi a cidade com a menor abstenção neste segundo turno, com 15,84% de eleitores ausentes. Na capital cearense, Evandro Leitão (PT) foi eleito prefeito em disputa com André Fernandes (PL).

Camaçari (BA), 19,63%; Caucaia (CE), 19,44%; e Campina Grande (PB), 16,81%, também tiveram menos de 20% de eleitores faltosos.

As 12 cidades com as menores abstenções estão no Norte e Nordeste. Além de Fortaleza, Camaçari e Campina Grande, estão no ranking: Olinda (PE), João Pessoa (PB), Manaus (AM), Paulista (PE), Imperatriz (MA), Aracaju (SE), Belém (PA) e Santarém (PA).

Prazo para justificativa

Ao todo, 51 cidades do país, sendo 15 capitais, tiveram segundo turno no domingo. Os eleitores que estavam aptos a votar mas não o fizeram precisam justificar a ausência até 7 de janeiro de 2025.

Para justificar, os eleitores podem usar o aplicativo e-Título, no Autoatendimento Eleitoral, no Sistema Justifica ou via formulário de Requerimento de Justificativa Eleitoral (pós-eleição), que deve ser entregue nos cartórios eleitorais.

Aqueles que não votaram no primeiro turno, que ocorreu em 6 de outubro, têm até 5 de dezembro para apresentar justificativa.

Caso o eleitor não justifique dentro do prazo, será necessário pagar uma multa, que pode variar entre R$ 1,05 e R$ 3,51 por turno. O pagamento pode ser feito via boleto (GRU), Pix ou cartão de crédito, por meio do sistema disponível no site do TSE e TREs.

Quem não quitar a multa pode ter seu título de eleitor cancelado se faltar a três turnos consecutivos sem justificar. Isso também pode impedir a obtenção de certidão de quitação eleitoral, essencial para emitir passaporte ou participar de concursos públicos.

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