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Inteligência artificial é um contraponto à escassez de mão de obra

ESPECIAL PARA O ESTADÃO - A modernidade se tornou aliada da Kallas na sua jornada no mercado imobiliário. O grupo, que está na oitava...

Estadão Conteúdo|Do R7

ESPECIAL PARA O ESTADÃO - A modernidade se tornou aliada da Kallas na sua jornada no mercado imobiliário. O grupo, que está na oitava posição na categoria Construtoras do Top Imobiliário, adota inteligência artificial (IA), inclusive em drones, e inova com a instalação de elevadores ainda durante a construção. São medidas para melhorar e otimizar ao máximo procedimentos e processos, potencializar resultados e fazer frente aos desafios do setor, incluindo a escassez de mão de obra.

Em 2023, a Kallas lançou 9 empreendimentos, que somam 2.507 unidades, 207,42 mil metros quadrados de área construída e um VGV estimado em R$ 1,24 bilhão.

Kallas/Divulgação

“Traz precisão e inovação ao setor, isso é muito bom”, diz o diretor executivo de Engenharia da empresa, David de Oliveira Fratel, referindo-se ao uso de IA. Integrar essa ferramenta ao BIM resulta em ganhos, segundo ele. O BIM é um modelo virtual de uma construção equivalente a uma edificação real, que ajuda no desenvolvimento de um projeto, além de seu desenvolvimento e gerenciamento. Permite prever possíveis problemas de redesenho de projeto e oferecer soluções otimizadas, já que as ferramentas de IA podem gerar múltiplas opções de desenho. “As ferramentas criam diversas opções de execução, de layout e até do próprio canteiro de obras”, afirma Fratel.

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Dimensões

“Ao colocar, por meio da IA, uma quarta dimensão no BIM, a de tempo, é possível otimizar o cronograma de construção, porque levamos em conta variáveis como disponibilidade de materiais, mão de obra, condições climáticas etc. Assim, tem-se mais precisão para nos ajudar a não haver estouro nos custos de obra, por exemplo”, conta.

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Os drones também estão na caixa de ferramentas da Kallas. Com aplicações de IA, os equipamentos voam para inspecionar locais de construção. Também são capazes de identificar problemas como fissuras e falhas estruturais, que podem ser difíceis de detectar manualmente, segundo o executivo.

Atuando em todos os segmentos de mercado, do econômico ao alto padrão, a Kallas também se lançou em um experimento durante as obras de um de seus empreendimentos classificados como econômicos. Está instalando os elevadores simultaneamente à construção do prédio, em vez de terminar a obra e, então, colocar os elevadores – a maneira habitual de proceder.

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“Montamos o elevador de baixo para cima, aproveitando que o equipamento não tem mais a necessidade de ter uma casa de máquinas lá em cima, no topo do prédio”, explica Fratel. E os cabos de aço foram substituídos por fitas de fibra de carbono, muito mais leves.

Funciona assim: as guias que balizam o movimento dos elevadores são instaladas no “fosso” por onde o equipamento vai trafegar, por exemplo, a cada cinco andares já erguidos. Em seguida, o próprio aparelho é colocado no local e pode ser posto em operação, já que ele já está conectado com toda a fiação para fazê-lo funcionar. Tanto a fiação quanto as fibras têm a medida necessária para alcançarem o último andar do edifício.

Kallas/Divulgação

Dessa maneira, o dispositivo passa a ser usado durante a construção, no transporte de material e de pessoas. Com todo esse processo, a empresa conseguiu uma folga de quase dois meses de obra e reduziu o custo de construção, de acordo com o executivo.

“Se não otimizarmos ao máximo a disponibilidade de mão de obra que temos, que não é farta, vamos acabar atrasando obras”, diz Fratel, acrescentando que essa carência de força de trabalho afeta todo o mercado. E isso pode se refletir nos custos.


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