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Após uma semana, julgamento de 'El Chapo' segue sem veredicto

Os 12 jurados do julgamento do traficante mexicano ainda não decidiram sobre sua culpa, mas isso não quer dizer que ele será considerado inocente

Internacional|Fábio Fleury, do R7

O julgamento de Chapo na Corte Federal do Brooklyn segue sem resolução
O julgamento de Chapo na Corte Federal do Brooklyn segue sem resolução O julgamento de Chapo na Corte Federal do Brooklyn segue sem resolução

Após uma semana de deliberação do júri, o julgamento do traficante mexicano Joaquín "El Chapo" Guzmán continua sem um veredicto definido. Os jurados se reuniram de segunda a quinta-feira (7) e irão retomar o processo na próxima segunda-feira (11).

Durante a semana, as oito mulheres e quatro homens que formam o júri analisaram os depoimentos das 57 testemunhas que passaram pela sala de audiências da Corte Federal do Brooklyn, em Nova York (EUA) durante os três meses de julgamento.

Jornalistas que cobrem o julgamento relataram, dia após dia, as notas que o tribunal emitia cada vez que os jurados solicitavam acesso a um dos testemunhos ou das provas.

O que explica a demora?

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Em um primeiro momento, pode parecer que a demora para chegar a um veredicto indicaria uma acusação fraca e que Chapo teria chances de ser considerado inocente.

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No entanto, para chegar a uma conclusão, cada um dos doze jurados precisa preencher um questionário extenso, de oito páginas, detalhando cada uma das acusações que Guzmán responde no processo.

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São 10 acusações de crimes e o jurado deve indicar se ele é culpado ou inocente de cada uma. Dentro de cada acusação, há diversas alegações de violações, que a pessoa precisa marcar como "provada" ou não.

Para isso, o júri está fazendo uma leitura detalhada do que foi dito e apresentado no tribunal.

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Depoimentos e provas

Por exemplo, os depoimentos dos irmãos Jorge e Alex Cifuentes, membros do cartel do Norte do Vale (Colômbia) que colaboraram durante anos com Chapo, têm centenas de páginas cada.

O mesmo acontece com o testemunho do traficante colombiano Juan Carlos Abadía, ex-chefão do cartel do Norte do Vale e fornecedor de cocaína para o cartel de Sinaloa, liderado por Chapo, durante anos.

Além disso, eles pediram para revisar dezenas das provas apresentadas, desde registros apreendidos na prisão de Chapo e de seus ex-'sócios' de cartel até armas como a pistola com o cabo cravejado de diamantes e as iniciais "JGL" gravadas.

Na segunda-feira, os trabalhos serão retomados para se saber ao certo se Chapo será condenado. Ele pode ser sentenciado à prisão perpétua nos EUA.

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