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Campanha de Trump paga US$ 3 mi por recontagem em Wisconsin

Dinheiro vai financiar recontagem de votos nos dois condados mais populosos do Estado, ambos vencidos pelo democrata Joe Biden

Internacional|Da EFE


Campanha de Trump financiou recontagem nos dois maiores condados de Wisconsin
Campanha de Trump financiou recontagem nos dois maiores condados de Wisconsin

A campanha eleitoral do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitou nesta quarta-feira (18) uma recontagem parcial da apuração no estado de Wisconsin, onde o democrata Joe Biden venceu por mais de 20.400 votos na eleição presidencial do último dia 3.

Leia também: Trump diz que recontagem na Georgia 'não significa nada'

Duas semanas depois de garantir que solicitaria a recontagem, a equipe de Trump confirmou em comunicado que planejava apresentar um pedido que não afetasse todos os votos emitidos no estado, somente os de dois condados de tendência democrata.

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O financiamento para a recontagem sairá da conta da campanha de Trump, que já fez uma transferência de US$ 3 milhões (cerca de R$ 16 milhões) para a Comissão Eleitoral de Wisconsin. Como a margem de vitória de Biden foi superior a 0,5% nesses locais, o comitê precisa bancar o processo.

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O preço será inferior aos US$ 7,9 milhões (cerca de R$ 42 milhões) que teria custado solicitar uma recontagem em todo o estado, e o anúncio da campanha chega perto do prazo imposto pelo estado para a decisão, que terminava às 17h (horário local; 20h em Brasília).

Recontagem localizada

A recontagem será realizada apenas nos condados de Milwaukee, a cidade mais populosa e de tendência democrática do estado, e Dane, o segundo condado mais populoso de Wisconsin e sede da capital do estado, Madison.

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Cerca de 800 mil votos foram emitidos entre os dois condados. Uma vez que as autoridades estaduais aceitarem o pedido, os funcionários eleitorais terão 13 dias para fazer a recontagem, até 1º de dezembro, quando os resultados devem ser certificados sob a lei de Wisconsin.

Ao anunciar a decisão, a campanha alegou, sem fornecer provas, que pode ter havido "cédulas de correio emitidas ilegalmente ou alteradas e conselhos ilegais dados por funcionários estaduais que teriam permitido a violação da lei de Wisconsin sobre como se identificar para votar".

"Não se pode confiar na integridade dos resultados eleitorais sem uma recontagem nesses dois condados e uma aplicação uniforme dos requisitos da cédula eleitoral de Wisconsin", disse um advogado da campanha, Jim Troupis, no mesmo comunicado.

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