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Cartel de El Chapo transportava cocaína dentro dos EUA por trem

Responsável por transportar a droga dentro dos EUA detalhou esquema que usavam vagões cheios de óleo de cozinha para levar a coca até Chicago

Internacional|Fábio Fleury, do R7

Desenho representa o depoimento de Tirso Martínez no julgamento
Desenho representa o depoimento de Tirso Martínez no julgamento Desenho representa o depoimento de Tirso Martínez no julgamento

O julgamento do narcotraficante mexicano Joaquín "El Chapo" Guzmán foi retomado nesta segunda-feira (10), com o depoimento de uma testemunha que detalhou um impressionante esquema usado pelo cartel de Sinaloa para transportar cocaína dentro dos EUA usando trens.

Segundo Tirso Martínez, que trabalhou durante anos coordenando envios de cocaína dentro de vagões de transporte de óleo de cozinha para Chicago, Nova York e outras cidades, o esquema era extremamente lucrativo.

Cada carregamento levava entre 1,2 e 1,8 toneladas da droga. Os pacotes eram escondidos dentro de compartimentos especiais construídos dentro dos vagões-tanque, que depois eram completamente preenchidos com óleo para disfarçar a carga.

Ganhos (e prejuízos) milionários

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O traficante contou em seu depoimento que a cada entrega bem-sucedida da droga, ganhava entre US$ 200 mil (cerca de R$ 783 mil) e US$ 300 mil (cerca de R$ 1,1 milhão) do cartel. Com isso, ele calcula que recebeu mais de US$ 15 milhões (cerca de R$ 78 milhões), entre 2000 e 2003.

"Gastei com terrenos, casas, cavalos, rinhas de galo, times de futebol, cassinos, carros e outros veículos", disse ele na corte da Justiça Federal norte-americana no Brooklyn, em Nova York. Ele afirmou ter perdido cerca de US$ 2 milhões (R$ 7,8 milhões) apenas em rinhas.

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No total, o cartel transportou pela malha ferroviária dos EUA entre 30 e 50 toneladas. A estimativa é de que tudo isso tenha rendido até US$ 800 milhões (cerca de R$ 3,13 bilhões) no período.

No depoimento, Martínez explicou aos jurados que tinha funcionários nos EUA que compravam joias e relógios de luxo. Esses itens eram então enviados de volta ao México, para encher os cofres do cartel.

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O quase suicídio de Flaco Quirarte

Martínez também contou no julgamento a história de um antigo chefe do cartel de Juárez, para quem ele trabalhava. O fato teria acontecido no fim da década de 1990, após a morte de Amado Carrillo, líder da organização, por complicações após uma cirurgia plástica.

Segundo ele, Flaco Quirarte, que se tornou um dos líderes do cartel, foi perseguido por uma viatura da polícia enquanto estava bêbado e sob o efeito de drogas. Flaco ligou para um comparsa e disse que jamais seria pego com vida.

Quando estava prestes a ser apanhado, Quirarte deu um tiro na cabeça. Ele não morreu pelo ferimento, mas perdeu a memória e, com isso, foi afastado do cartel. Depois disso, o cartel de Juárez acabou sendo absorvido pelo cartel de Sinaloa, liderado por Chapo.

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