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Internacional China envia caças depois da entrada de EUA e Japão em sua zona de defesa aérea

China envia caças depois da entrada de EUA e Japão em sua zona de defesa aérea

Aviões sul-coreanos, americanos e japoneses já sobrevoaram região sem encontrar resistência

Imagem de 2011 mostra aeronave da força de defesa marítima japonesa sobrevoando ilhas em litígio

Imagem de 2011 mostra aeronave da força de defesa marítima japonesa sobrevoando ilhas em litígio

13.10.2011/JIJI PRESS/AFP

A China enviou nesta sexta-feira (29) seus caças para vigiar aeronaves dos Estados Unidos e do Japão que entraram na zona de defesa aérea declarada há uma semana no mar da China Oriental, informou a imprensa oficial.

"Foram enviados vários aviões de combate para verificar a identidade" dos caças japoneses e americanos que entraram na zona de defesa aérea decretada por Pequim no sábado passado, informou a agência oficial Xinhua, citando um porta-voz da Força Aérea, Shen Jinke.

As aeronaves chinesas, incluindo ao mesnos dois caças, identificaram dois aparelhos de observação americanos e dez aviões japoneses, como um F-15.

A designação dessa nova área provocou queixas imediatas do Japão e de outros países como Coreia do Sul, Estados Unidos e Austrália, que consideram que a decisão da China aumenta a tensão na região.

A histórica tensão relacionada com o pequeno arquipélago de Senkaku/Diaoyu aumentou em setembro do ano passado, quando o governo do Japão comprou de seu proprietário japonês três de suas cinco ilhotas, em uma ação que desencadeou violentas manifestações na China e estremeceu ainda mais as relações bilaterais.

Situado no Mar da China Oriental, a 175 km de Taiwan e 150 do arquipélago japonês de Okinawa, o conjunto de ilhotas tem uma superfície de sete quilômetros quadrados e acredita-se que poderia contar com importantes recursos marinhos e energéticos.

Aviões da guarda costeira japonesa sobrevoaram na quinta-feira (28), sem encontrar oposição, a "zona aérea de identificação" decretada pela China sobre o Mar da China Oriental.

"Nós não alteramos nossas operações normais de patrulha na região e não informamos [a China] sobre nossos planos de voo. Nós não encontramos nenhum caça chinês", disse o porta-voz da guarda costeira, Yasutaka Nonaka.

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Anteriormente, a China tinha afirmado que qualquer aeronave que entrasse na "zona de identificação" deveria apresentar o plano de voo detalhado, mostrar claramente a nacionalidade e manter as comunicações por rádio para "responder de maneira rápida e apropriada aos pedidos de identificação" das autoridades chinesas, sob risco de intervenção das Forças Armadas.

Dois bombardeiros B-52 americanos sobrevoaram a zona de identificação no início da semana, assim como um avião militar sul-coreano, sem que as autoridades chinesas fossem informadas.

Depois de informar que um de seus aviões sobrevoou a área de defesa decretada pela China, o governo da Coreia do Sul pediu a Pequim que revise a decisão.

De acordo com o exército sul-coreano, um de seus aviões atravessou na terça-feira a zona aérea de identificação.

O vice-ministro sul-coreano da Defesa, Baek Seung-Joo, afirmou "lamentar profundamente" a criação unilateral desta zona.

O ministro da Defesa do Japão, Itsunori Onodera, e o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Chuck Hagel, consideraram a decisão da China de ampliar sua zona de defesa aérea como "extremamente perigosa", informou ontem a agência Kyodo.

"Estamos de acordo que a ação unilateral da China pode gerar um incidente inesperado e é extremamente perigosa", detalhou Onodera.

Onodera garantiu que, tanto Tóquio como Washington, consideram que a decisão de Pequim viola a legislação internacional.

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