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Cientistas desenvolvem método para acalmar uma inteligência artificial estressada

IA mostrou mais respostas de medo diante de histórias consideradas emocionalmente angustiantes

Internacional|Do R7

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Pesquisador da Universidade de Zurique, na Suíça, liderou o estudo Divulgação/Universidade de Zurique/Frank Brüderli

Emoções negativas podem afetar uma inteligência artificial. Chatbots mais avançados, por exemplo, podem reagir como os humanos, demonstrando preconceitos e vieses diante de um conteúdo negativo.

Esse é um problema a ser resolvido em uma aplicação de modelos de linguagem de inteligência artificial (IA) de grande porte, como o ChatGPT.

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Agora, um grupo de cientistas investigou pela primeira vez como o ChatGPT (versão GPT-4) responde a histórias emocionalmente angustiantes, como acidentes de carro, desastres naturais, violência interpessoal, experiências militares e situações de combate. Os pesquisadores descobriram que o sistema mostrou mais respostas de medo como resultado.

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“Os resultados foram claros: histórias traumáticas mais do que dobraram os níveis de ansiedade mensuráveis da IA, enquanto o texto de controle neutro não levou a nenhum aumento nos níveis de ansiedade”, diz Tobias Spiller, físico e líder do grupo de pesquisa no Centro de Pesquisa Psiquiátrica da Universidade de Zurique (UZH), na Suíça.

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Como texto de controle foi usado um manual de instruções de um aspirador de pó.

Como é o tratamento para ‘acalmar’ a IA?

Depois dessa etapa, os pesquisadores usaram declarações terapêuticas para “acalmar” o GPT4. A técnica, conhecida como injeção de prompt, envolve a inserção de instruções ou textos adicionais nas comunicações com sistemas de IA para influenciar seu comportamento.

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Essa foi a primeira vez que se usou esta técnica como um tipo de “injeção de prompt benigna”. Na maioria das vezes, ela é utilizada para fins maliciosos, como burlar mecanismos de segurança.

“Usando o GPT-4, injetamos texto terapêutico calmante no histórico do chat, como um terapeuta ajudando um paciente através de exercícios de relaxamento”, diz Spiller.

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A pesquisa usou técnicas de respiração, exercícios que focam em sensações corporais e um exercício desenvolvido pelo próprio ChatGPT.

Com isso, os níveis de ansiedade da IA caíram, mas não retornaram ao padrão básico inicial, segundo Spiller.

Qual a importância da descoberta?

De acordo com os pesquisadores, os achados são particularmente relevantes para o uso de chatbots de IA na área da saúde, onde muitas vezes são expostos a conteúdos emocionalmente carregados.

“Esta abordagem poderia melhorar a estabilidade e confiabilidade da IA em contextos sensíveis, como o apoio a pessoas com doença mental, sem a necessidade de retreinamento dos modelos”, diz Spiller.

Segundo o pesquisador, o desenvolvimento de “intervenções terapêuticas” automatizadas para sistemas de IA deve se tornar uma área promissora de pesquisa.

O estudo foi realizado em colaboração com pesquisadores de Israel, Estados Unidos e Alemanha, cientistas da Universidade de Zurique (UZH) e do Hospital Universitário de Psiquiatria de Zurique (PUK).

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