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Comparecimento às urnas na França atinge patamar maior do que no 1º turno

Balanço das 17h (12h no horário de Brasília) mostrou que 59,71% dos eleitores haviam votado, nível superior aos 59,39% observado no mesmo horário no domingo passado

Internacional|Do R7


Macron dissolveu o parlamento no começo de junho Reprodução/YouTube/Emmanuel Macron

O balanço das 17h (12h no horário de Brasília) do Ministério do Interior da França mostrou um aumento do comparecimento às urnas no segundo turno das eleições legislativas, neste domingo (7), na comparação com o mesmo horário no primeiro turno, no domingo passado. O voto não é obrigatório no país.

Até esse horário, 59,71% dos eleitores haviam votado, um patamar superior aos 59,39% observados anteriormente. Também é um comparecimento recorde, até as 17h, em eleições legislativas desde 1981.

O primeiro turno das eleições para Assembleia Nacional terminou com 66,71% de participação, um percentual que não era visto desde 1997.

Os franceses votam neste domingo para eleger 501 deputados — são 577 vagas, mas 76 já foram preenchidas no domingo passada por candidatos que venceram no primeiro turno.

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O partido de direita Reunião Nacional é o favorito, mas pesquisas de opinião indicam que a legenda não deve conquistar a maioria absoluta (289 assentos) para indicar o primeiro-ministro e formar um governo. Caso consiga, a sigla de Marine Le Pen nomearia seu líder, Jordan Bardella, de 28 anos, para o cargo.

Espera-se, porém, que o Reunião Nacional obtenha entre 210 e 240 vagas na Assembleia Nacional. O segundo maior bloco deve ser o dos partidos de esquerda, a Nova Frente Popular, com algo entre 170 e 200 assentos.

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Já a coalização de liberais-democratas do presidente Emmanuel Macron (Ensemble) tende a eleger de 95 a 125 deputados, enquanto a centro-direita (Republicanos) tem chances de emplacar de 25 a 45 representantes.

Os primeiros resultados são esperados a partir das 20h (15h em Brasília), quando as seções eleitorais são fechadas.

As eleições deste domingo foram antecipadas por Macron, que dissolveu a Assembleia Nacional em 9 de junho, após seu partido sofrer uma derrota para o Reunião Nacional na escolha de representantes para o Parlamento Europeu.

O presidente francês justificou que caberia ao povo francês decidir “o futuro parlamentar” por meio do voto.

A decisão arriscada pode abalar os próximos dois anos que Macron ainda tem na presidência. A vitória de um partido adversário, que conquistasse a maioria dos assentos, iria impor a ele um primeiro-ministro não alinhado e com poder para nomear todo o gabinete.


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