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Coreia do Norte apoiará a Rússia até a vitória na guerra contra a Ucrânia, diz ministra

Declaração da chanceler norte-coreana ocorre em meio ao suposto envio de soldados do país para auxiliar os russos no conflito

Internacional|Do R7

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Putin visitou a Coreia do Norte em outubro e assinou tratado de cooperação Divulgação/KCNA - 19.06.2024

A ministra das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Choe Son Hui, garantiu, nesta sexta-feira (1º), que o regime de Kim Jong-un apoiará a Rússia até que haja uma vitória na guerra contra a Ucrânia, informa a agência de notícias Reuters. A chanceler se encontrou mais cedo com o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, em Moscou.

“Nossas relações tradicionais e historicamente amigáveis, que percorreram o caminho testado da história, hoje... estão alcançando um novo nível de camaradagem militar invencível”, disse ela ao ministro russo, segundo a agência.

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A declaração ocorre em meio à confirmação, por parte de agências de inteligência ocidentais e da Coreia do Sul, de que a Coreia do Norte está enviando soldados à Rússia, que seriam usados na guerra contra a Ucrânia. Moscou e Pyongyang, no entanto, não falam sobre o assunto.

O suposto envolvimento da Coreia do Norte na guerra da Ucrânia elevaria o conflito para outro patamar. Embora países tenham fornecido armamento para ambos os lados, nenhum forneceu efetivo militar.

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Com cerca de 1,3 milhão de membros ativos, a Coreia do Norte tem o quarto maior exército do mundo. As Forças Armadas do país empregam em torno de 5% da população — há ainda 600 mil reservistas.

Lavrov afirmou, de acordo com a agência de notícias estatal russa Tass, que os dois países estão no melhor momento de suas relações.

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“Nos últimos anos, as relações bilaterais entre nossos países atingiram um ponto recorde, devido à atenção especial dada pelo presidente [Vladimir] Putin e pelo presidente de Assuntos de Estado [da Coreia do Norte] Kim Jong-un a essas relações.”

Em outubro, durante uma viagem de Putin a Pyongyang, Rússia e Coreia do Norte assinaram o chamado Tratado de Parceria Estratégica Abrangente, que prevê desenvolvimento de laços econômicos entre os dois países, cooperação técnico-militar e assistência militar mútua em caso de ataque a qualquer um dos signatários.

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Lançamento de míssil

A poucos dias da eleição presidencial nos Estados Unidos, o país controlado por Kim Jong-un lançou, na quinta-feira (31), um míssil balístico intercontinental que alcançou uma altitude recorde: 7.000 km.

Segundo autoridades japonesas, o tempo de voo também foi o mais longo já registrado em um lançamento norte-coreano. O projétil foi lançado em direção ao mar do Japão e caiu no oceano, sem causar danos.

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