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EUA: Juiz permite que sobrinha de Trump lance livro sobre presidente

Obra que traz detalhes sobre família Trump teve a publicação adiantada em duas semanas e liberação da Justiça norte-americana para ser vendida

Internacional|Da EFE


Livro escrito por sobrinha de Trump começou a ser vendido nos EUA
Livro escrito por sobrinha de Trump começou a ser vendido nos EUA

Um juiz de Nova York autorizou a sobrinha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Mary L. Trump, a promover seu polêmico livro sobre a história da família do magnata, cujas vendas começaram nesta terça-feira 14), duas semanas antes do previsto.

Leia também: Os livros que tiraram o sono de Donald Trump na Casa Branca

O adiantamento aconteceu por causa do tamanho da expectativa pela obra e após o fim de uma disputa sobre uma questão de confidencialidade, que teve resolução em favor da autora.

Intitulado "Too Much and Never Enough: How My Family Created the World's Most Dangerous Man" ("Demais e Nunca Suficiente: Como Minha Família Criou o Homem Mais Perigoso do Mundo", em tradução livre), o livro é uma coleção de artigos sobre a família da autora.

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A obra retrata o atual presidente dos EUA como um narcisista sem princípios que adotou a mentira como um "modo de vida" depois de ter sido traumatizado por seu pai.

Tentativa de censura

A Simon & Schuster antecipou a data de lançamento para hoje por causa do interesse livro, que a editora classificou como "extraordinário". Robert Trump, irmão do presidente, tentou bloquear a publicação através de uma ação judicial, alegando violação de um acordo de confidencialidade de 2001 relacionado ao legado do patriarca e pai do presidente, Fred Trump, que morreu em 1999.

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O processo chegou a um tribunal de apelação em Nova York, mas não teve sucesso. Nesta segunda-feira, com a editora já preparada para publicar as memórias e tendo distribuído cópias à imprensa e para venda, a juíza Hal Greenwald decidiu liberar a autora de uma ordem que a impedia de divulgá-la.

Segundo a juíza, no contexto de Trump em 2020, com referência às próximas eleições presidenciais, marcadas para novembro, não permitir que a autora fale livremente sobre sua obra seria uma afronta à liberdade de expressão na política pública.

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Na visão do tribunal, quando a família Trump assinou o acordo de confidencialidade, eles eram apenas donos de imobiliárias em Nova York e um pouco mais que isso, não eram funcionários públicos eleitos nem personalidades da televisão. "O que foi objeto do acordo eram assuntos intrafamiliares, não de interesse público ou mesmo nacional", considera.

Doutora em Psicologia Clínica, Mary L. Trump é a filha do irmão mais velho do presidente, Fred Jr., que não conseguiu assumir o extenso negócio imobiliário do patriarca da família e acabou morrendo aos 42 anos de idade de uma doença relacionada ao consumo excessivo de álcool.

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